3 coisas que você acredita ter na Bíblia, mas não tem

Por ser um texto interpretativo, ao ler a bíblia surgem diversos mal-entendidos à respeito das histórias que lá estão contidas.


A bíblia é o livro mais famoso do mundo, mesmo aqueles que nela não acreditam já tiveram um primeiro contato com ela. É também o livro mais vendido, mais roubado e já foi escrito em mais de 2,4 mil línguas diferentes.

Apesar disso, poucas pessoas conhecem o conteúdo da sagrada escritura, pelo menos não profundamente. Frente a isso, surgem diversos mal-entendidos à respeito das histórias que estão contidas na bíblia.

São muitas interpretações de um só texto e assim aparecem inúmeras coisas que, na verdade, nem constam no livro. Confira, portanto, três ideias disseminadas pelos fieis, mas que não constam na bíblia.

3 coisas que você acredita ter na Bíblia, mas não tem

Foto: depositphotos

1. A existência do purgatório

Como tudo na bíblia é questão de interpretação, alguns cristãos acreditam em um espaço chamado de purgatório, enquanto outros não.

Essa dúvida existe pois não há essa tal palavra nas escrituras de forma literal e ela surgiu a partir da compreensão de religiosos sobre os textos contidos no livro mais famoso do mundo.

O purgatório consiste em um lugar onde as almas seriam purificadas de seus pecados. Por exemplo, ao morrer uma pessoa que cometesse algum pecado que não houvesse perdão seria mandado diretamente para o “inferno”.

Já quem fosse bondoso na Terra e aplicasse a palavra de Deus em sua vida, seria elevado “aos céus”.

Porém, quem ficasse no “meio termo” teria que passar uma temporada pagando seus pecados e purificando a alma, assim surge a necessidade de um lugar para que isso ocorresse, o purgatório.

Acredita-se que a palavra foi introduzida para os fieis no século XV pelo Concílio de Florença.

2. Maria Madalena como prostituta

Maria Madalena é um dos personagens mais famosos da bíblia.

Sua história é conhecida por todos como a mulher que se prostituía, mas ao conhecer Jesus Cristo e suas palavras, resolveu se arrepender de todos os seus pecados e viver na santidade como discípula do Senhor.

Mas será que é isso mesmo que está na sagrada escritura?

O nome dela está de fato na bíblia, porém em nenhum momento ela é única mulher que acompanha Jesus e muito menos está intitulada de prostituta.

O que ocorreu nesse caso, é que no livro existem várias “Marias” e a Madalena se tornou um amaranhado delas.

Para confundir ainda mais, o Papa Gregório I declarou que Maria Madalena era todas as Marias citadas na escritura, com exceção da mãe de Jesus.

Há suposições a cerca do que teria levado a igreja a aceitar essas características em Maria Madalena e uma delas tem a ver com o fato de que os grupos religiosos queriam afastar as mulheres do clero.

3. Os sete pecados capitais

De tão famosos, os sete pecados capitais até tema de novela e filme já foram. Tão conhecidos quanto os dez mandamentos da lei de Deus, essa lista de pecados não aparecem na bíblia e é mais uma invenção de religiosos.

Gula, avareza, luxúria, ira, inveja, preguiça e soberba, são condições humanas difíceis de serem controladas. Por isso, na Idade Média a igreja se utilizou dessa lista para tentar controlar os fieis.

E essa relação de pecados passou por muitas remodelações. No século IV, o teólogo e monge grego Evágrio do Ponto defendeu uma lista com oito pecados, sendo eles: gula, avareza, luxúria, ira, melancolia, preguiça, orgulho e vanglória.

Logo depois, no século VI, o Papa Gregório I lançou outro modelo de crimes, que eram sete, orgulho, inveja, ira, indolência, avareza, gula e luxúria. E só no século XIII, com Tomás de Aquino, a lista ficou do jeito que conhecemos hoje.

Assim como os sete pecados capitais, criados pelos homens e que não estão contidos na bíblia explicitamente, o Papa Bento XVI também sugeriu a inclusão de sete pecados modernos. São eles: a pressa, a manipulação genética, ser muito rico, usar drogas, causar injustiça social, interferir no meio ambiente e causar a pobreza.


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