A história do ensino médio no Brasil e suas mudanças

O ensino médio está dentro do ensino básico junto ao infantil e fundamental. Descubra por quais mudanças este sistema já passou e o que vem pela frente


O modelo de aula que é apresentado nas escolas é bem diferente do que já foi um dia, principalmente no início da colonização do Brasil com Portugal.

Atualmente, divididas em ensino infantil, fundamental e médio, as escolas preparam os estudantes para adentrarem no ensino superior, mas logo no começo deste sistema educacional as funções das instituições de ensino eram outras.

No século XVI, por exemplo, foram os jesuítas que implantaram o ensino médio nas escolas , uma vez que a metrópole não tinha interesse e nem gastava com a educação dos povos que estavam na colônia. Este tipo de ensino, que durou até o século o XVIII, tinha como base princípios religiosos, principalmente católicos.

A história do ensino médio no Brasil e suas mudanças

Foto: depositphotos

Já em 1756, a metrópole portuguesa iniciou a expulsão dos jesuítas. Depois dos padres, outros sistemas vingaram até chegar no modelo que o Brasil possui hoje e nas possíveis mudanças que ele pode apresentar.

Os modelos passados

Os jesuítas ensinavam aos jovens disciplinas voltadas à ética religiosa e reproduziam a realidade social da época, isto é, só tinha acesso a educação quem pertencesse à elite.

Mas, ao serem expulsos pela coroa portuguesa e substituídos por professores indicados, o ensino passou a ser seguido por aulas régias e abordando assuntos de interesse da metrópole, porém com os mesmos princípios sociais de que só ricos tinha direito à educação.

Já no século XIX, o ensino médio passou a ser de responsabilidade dos estados. Enquanto isso, o ensino superior era de cargo da Corte. Apesar desta divisão, não existia um órgão federal que fiscalizasse os demais. Foi só em 1930, com uma revolução comandada por Getúlio Vargas, que ocorreram as principais mudanças no ensino médio, uma vez que surge o Mistério da Educação.

Ensino médio modificado

O ensino médio está dentro do ensino básico junto ao infantil e fundamental. Trata-se dos últimos anos na escola que prepara os alunos para uma nova etapa de vida, o ensino superior. Este processo e os assuntos abordados nestes períodos são baseados na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e  no Plano Nacional de Educação (PNE).

Mas foi a partir de 1988 que o ensino médio passou a atingir a população em grande escala e não apenas os filhos da elite brasileira. De acordo com este documento o Estado precisa ter uma “progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao Ensino Médio”.

Atualmente, as escolas de todo o Brasil precisam oferecer três anos deste ensino, com carga horária mínima de 800 horas a cada ano.

Já com relação as aulas, os estudantes possuem as seguintes cadeiras obrigatórias: português, língua estrangeira, matemática, história, geografia, filosofia, sociologia, artes, educação física, química, biologia e física. Contudo, ainda pode haver outras disciplinas obrigatórias em algumas instituições de ensino.

Propostas de alteração no ensino médio

Após o processo de impeachment de Dilma Rousseff, o presidente Michel Temer nomeou Mendonça Filho para ser ministro da Educação. Em sua posição, Mendonça classificou algumas mudanças no ensino médio como urgentes, mas que só vão funcionar após uma conversa com especialistas, professores e gestores. Entre as mudanças estão:

  • Dividir o ensino médio em duas etapas, cada uma com um ano e meio de duração. Na primeira metade, o estudante tem todas as matérias que são dividas em linguagens (português, língua estrangeira, educação física e artes), ciências da natureza (Biologia, química e física), ciências humanas (história, geografia, sociologia e filosofia) e matemática. Já na segunda parte, o aluno vai decidir em quais matérias ele vai focar ou ainda optar por um ensino técnico;
  • Inglês vai ser o conteúdo oficial de língua estrangeira dentro das escolas;
  • Aumentos da carga horária para 1.400, tendo em vista que as escolas vão ser de período integral.

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