A síndrome Guillain-Barré

Somente na América do Norte existem, por ano, de dois a quatro casos de SGB a cada 100 mil habitantes


Considerada uma polirradiculoneuropatia, a síndrome Guillain-Barré (SGB) é um problema inflamatório que afeta de forma aguda os nervos periféricos e craniais. Isso quer dizer que por atingir os nervos, o organismo fica sem condições de se comunicar e isso reflete na fraqueza muscular, uma das principais características dessa doença.

A SGB ocorre em todo mundo e não faz distinção de vítima, portanto não há nenhum sexo, idade e classe social livre desse problema. Geralmente, atinge mais homens e com a idade mais avançada, mas isso não se torna uma regra. Trata-se de uma doença grave, com evolução rápida e que se não receber a devida atenção pode levar o paciente à morte.

Na América do Norte existem, por ano, de dois a quatro casos de SGB a cada 100 mil habitantes. Vale ressaltar que esse não é um padrão isolado, repetindo-se nos demais continentes. Descrita pela primeira vez em 1834, até hoje não se tem uma informação concreta sobre quais suas causas.

Tipos da síndrome Guillain-Barré

Logo após a descoberta da doença, os pesquisadores acreditavam que só poderia existir uma forma do SGB. Entretanto, atualmente se tem noção dos vários tipos desse problema, alguns deles acabam sendo mais comuns em determinadas partes do mundo, do que outros.

Por exemplo, a variável da SGB chamada de Polirradiculoneuropatia Desmielinizante Inflamatória Aguda (AIDP), é o tipo mais comum nos Estados Unidos. Esse tipo começa com a fraqueza nos membros inferiores do corpo e depois se espalha para as demais partes.

Já na Ásia, o mais comum é Síndrome de Miller Fisher (MFS). Essa doença acomete 5% das pessoas que possuem a SGB. Sua principal característica é a paralisia que se inicia nos olhos e depois atinge outros lugares.

Existem ainda mais dois tipos de SGB, a Neuropatia Motora Axonal Aguda e Neuropatia Motor-sensorial Axonal Aguda. Ambas são mais comuns na China, México e Japão.

Mulher com mão em área afetada por dor muscular

Foto: Depositphotos

Causas da SGB

Como já foi dito no início deste artigo, as causas para essa doença ainda não estão totalmente claras. Para alguns estudiosos, a síndrome está ligada a processos autoimunes do organismo, quando o sistema imunológico ataca o sistema nervoso por engano. Consequentemente, há uma inflamação nos nervos e a fraqueza muscular vem logo em seguida.

Outros pesquisadores apontam uma relação entre infecções e a SGB. Isso porque trabalhos mostram que 60% dos pacientes que tiveram esta síndrome, apresentaram um quadro de infecção anteriormente. Várias doenças já foram relacionadas a síndrome, como infecções respiratórias e gastrointestinais, AIDS, hepatite e alguns tipos de câncer.

Após um estudo feito pela Universidade Federal de Pernambuco, o Ministério da Saúde afirma que a SGB também pode surgir através do zika vírus. Para chegar nessa conclusão, os profissionais observaram a presença do vírus nas amostras de seis pacientes que estava com sintomas neurológicos. Destes, quatro foram detectados com a síndrome.

Síndrome de Guillain-Barré: sintomas, diagnóstico e tratamento

Dentre os sinais que indicam casos de SGB estão a fraqueza muscular nos membros inferiores e superiores, pressão arterial baixa, paralisia em partes do corpo, dormência, sensibilidade, dificuldade de andar, movimentos descoordenados, cãibras e dor muscular. Além destes, existem outros sintomas que podem surgir, como:

  • Contrações musculares;
  • Dificuldade para mexer os músculos do rosto;
  • Palpitações;
  • Quedas;
  • Visão turva.

Ao sentir qualquer um dos sintomas, o ideal é procurar um médico o mais rápido possível. Assim, as possibilidades de recuperação são maiores. Ao especialista cabe questionar ao paciente sobre suas condições e ao doente detalhar os sinais que vem sentindo. Exames poderão ser solicitados, a exemplo do Eletrocardiograma (ECG).

Confirmada a síndrome de Guillain-Barré, o médico receitará remédios que possam diminuir o problema, mas não curá-lo, haja vista que ainda não existem medicamentos com essa capacidade. A busca por tratamento deve ser de forma imediata, pois quanto mais tarde for iniciado, menos chances o paciente tem de sobreviver.


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