A urna eletrônica brasileira

O Brasil foi um dos primeiros países a arriscar uma votação eletrônica. Conheça a história e o funcionamento da urna eletrônica brasileira


A urna eletrônica brasileira é um microcomputador resistente, com autonomia de energia e com recursos de segurança, especificamente criado e utilizado para armazenar os votos durante as eleições.

Idealizada e criada para atender a realidade nacional, este dispositivo começou a ser enviado aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) no dia 13 de maio de 1996.

Breve histórico

De acordo com Giuseppe Janino, secretário de Tecnologia de Eleições do TSE, a urna eletrônica brasileira foi um projeto desenvolvido internamente, aparecendo como uma solução que apresenta o diferencial de servir exatamente às necessidades e realidade do Brasil.

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Foto: reprodução/wikipedia

A ideia de criar uma máquina de votar de gravação eletrônica direto do voto surgiu no final da década de 1980. O conceito foi consolidado no ano de 1990 e executado no ano seguinte, com a construção da primeira urna eletrônica DRE brasileira.

No dia 13 de maio de 1996, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) iniciou o envio das urnas eletrônicas aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) para que o equipamento – ainda inacabado – pudesse ser conhecido.

A urna foi idealizada com o objetivo de dar mais segurança e agilidade ao processo eleitoral e, desde então, o TSE vem aprimorando esta tecnologia. No ano de 2008, foi implantada a urna eletrônica com reconhecimento biométrico das digitais do eleitor.

O Brasil foi um dos primeiros países a arriscar uma votação eletrônica e, atualmente, este sistema é utilizado em todo o país. Os eleitores tiveram o primeiro contato com a urna eletrônica nas Eleições Municipais de 1996. Na ocasião, mais de 32 milhões de brasileiros foram votar nas mais de 70 mil urnas eletrônicas.

O funcionamento da urna eletrônica brasileira

O modelo atual da urna eletrônica brasileira tem 15 cm de altura, 27 de profundidade, 42 cm de largura, pesa 8 kg e possui um dispositivo de identificação biométrica que reconhece a identidade do eleitor, e ainda, mais de 90 sistemas eleitorais de segurança.

São dois os terminais que compõem a urna eletrônica: o terminal do mesário, onde o eleitor é identificado, e o terminal do eleitor, onde é registrado numericamente o voto.

No terminal do mesário há um teclado numérico, onde é digitado o número do título de eleitor, e uma tela de cristal líquido que mostra o nome do eleitor, a sua seção eleitoral e se está ou não apto a votar. Nas seções onde há identificação biométrica, o eleitor tem sua identidade validada pela urna.

A urna eletrônica grava a indicação de que o eleitor já votou, mas, pelos mecanismos de segurança, não é possível verificar em quais candidatos um eleitor votou, em respeito à lei que determina o sigilo do voto.

Existem ainda três pequenos sinais visuais que auxiliam o mesário, informado se o terminal está disponível para o eleitor e se a urna eletrônica está funcionando normalmente, seja ligada à corrente elétrica ou à sua bateria interna.


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