A vida dos Filósofos

Filósofos tinham um cotidiano voltado para seus devaneios e aspirações


O cotidiano na pólis, como eram chamadas as cidades gregas, se fazia repleto das mais diversas teorias e indagações dos filósofos. Saber qual foi o primeiro que surgiu é impossível, mas diz-se historicamente que foi Tales de Mileto, um pré-socrático. O período pré-socrático é naturalista, voltado para a denominação substancial de que tudo era composto por um dos elementos da natureza: terra, água, fogo ou ar. Na verdade, eles reduziam todas as partículas do Universo a alguma substância básica. Outros vieram depois disso, cada um com suas teorias e seu período.

Tales de Mileto

É considerado o fundador da escola jônica, e defendia que a água era a fonte criadora de todas as outras coisas. Ele afirmava que a água ao esfriar se tornava densa, dando origem às coisas sólidas, como a terra. E ao aquecer, se tornava vapor e ar, criando um ciclo. Para ele, todas as coisas estavam cheias de vida (água), e, portanto, cheias de deuses. Por isso, o ímã possuía vida, pois atraía o ferro.

Anaxímenes de Mileto

Já Anaxímenes garantia que existia algo que comandava tudo e todos, o que chamava de arkhé. Para ele, esse comando era do ar. O ar era movimento, portanto era vida. Tudo dependia dele: o fogo era ar rarefeito, a respiração era fonte de vida, a terra, o chão e as pedras eram ar condensado. Dedicou-se também a meteorologia, e foi o primeiro a afirmar que a Lua recebia luz do Sol.

A vida dos Filósofos

Foto: Pixabay

Heráclito de Éfeso

Heráclito ficou conhecido por sua personalidade altiva, melancólica e misantropa. Desprezava tudo: plebe, religião, política, antigos poetas e até os filósofos da sua época. Mesmo assim, foi considerado o mais eminente pensador pré-socrático, pois conjecturava sobre o problema da permanência do ser diante de todas as coisas mutáveis, plurais e transitórias. É famoso pela máxima “não se atravessa o mesmo rio duas vezes, porque as águas serão outras e o individuo também.”.

Pitágoras

Para Pitágoras, os números eram a essência de todas as coisas. Ou seja, desde a racionalização até as diversas relações matemáticas, que abrangem formas, volumes e cores, está o número como o meio para todas as coisas. Também tinha toda uma mística em seus pensamentos sobre reencarnação. Inclusive, ele acreditava que plantas tinham alma. Conta uma história que Pitágoras morreu porque enquanto era perseguido por clientes insatisfeitos, deparou-se com uma plantação de feijão. Para não pisar nos feijões, ele parou e esperou por seus opressores.

Saindo da Grécia

Com o passar do tempo, a filosofia foi ganhando outros países, e filósofos de diversas partes do mundo começaram a surgir.

Tomás de Aquino

Saindo da escola pré-socrática, encontramos outros filósofos que tinham pensamentos bem interessantes. Um deles foi Tomás de Aquino, nascido em Roccasecca (Itália). Ele estudou em uma abadia e era um dos principais representantes da Escolástica. Uma das suas frases dizia que “o primeiro degrau para a sabedoria é a humildade”.

René Descartes

O francês René Descartes nasceu na cidade de La Haye. Na noite entre 10 e 11 de novembro de 1619, Descartes tem um sonho que ele mesmo interpreta como uma premonição para seu futuro: inventar uma “ciência admirável”, na qual ele unificaria todos os conhecimentos humanos. É o criador da célebre máxima “penso, logo existo”.

John Locke

Nasceu na Inglaterra, e é considerado o mais importante filósofo empirista. Os empiristas defendiam que tudo era aprendido de acordo com as tentativas, ou seja, somente a experiência trazia conhecimento. Locke também tinha uma visão política muito forte, e afirmava que era necessária a criação de uma estrutura de governo centralizada, fato que impediria a desordem no interior da sociedade.


Reportar erro