Acidente nuclear de Chernobyl

Ainda hoje são sentidos os efeitos do acidente nuclear em Chernobyl, considerado o maior da história. Veja detalhes desta tragédia


O maior acidente envolvendo uma usina nuclear da história aconteceu na década de 80, na cidade de Chernobyl, na Ucrânia. Ainda nos dias atuais pessoas e animais nascem com deformações devido a alta exposição de seus pais a radiação intensa. É dito também que até o aspecto das árvores e plantas locais foram alterados. A quantidade de vítimas feita por esse acidente é incalculável, mas segundo um relatório divulgado pela ONU em 2005, é estimado o número de 4.000 mortes.

Acidente nuclear de Chernobyl

Foto: Reprodução

Causas do acidente nuclear

Durante o ano de 1986 os operadores da usina nuclear de Chernobyl iniciaram uma bateria de testes e experimentos com os reatores, para saber mais sobre o funcionamento deles. Um dos experimentos visava entender como um reator funcionava diante de baixos níveis de energia e para isso foram ignoradas várias indispensáveis regras de segurança. No dia 26 de abril de 1986 o sistema hidráulico responsável por controlar a temperatura do reator foi desligado e isso deu início a um superaquecimento que não pode ser revertido. Uma imensa bola de fogo começou a se formar dentro do reator 4 (onde estava sendo feito o teste) causando em pouco tempo uma grande explosão, que lançou uma cortina de fumaça cheia de elementos radioativos por toda a União Soviética e por todo o leste europeu.

Efeitos

A fumaça, que se espalhou por uma quilométrica região da atmosfera, lançou uma grande quantidade de Césio-135, um elemento químico extremamente radioativo, também sobre a Escandinávia, Itália, França, Reino Unido e Bielorrússia, a mais atingida – cerca de 60% da radioatividade caiu em suas terras. Numa comparação com o nível radioativo das bombas utilizadas para atacar Hiroshima e Nagasaki e o liberado pelo acidente na usina nuclear de Chernobyl, podemos dizer que o de Chernobyl era quatrocentas vezes maior.

Após o acidente o governo Soviético conseguiu manter o sigilo e evitou contar a população nas primeiras horas. Isso fez com que milhares de pessoas ficassem expostas a radiação por até quatro horas. Uma cidade a cerca de três quilômetros da usina foi a primeira a detectar o alto nível de radiação e a começar a evacuação completa. Os países vizinhos também sentiram a radiação e solicitaram que as famílias se retirassem o mais rápido possível das cidades mais atingidas. Ao total foram evacuadas mais de 200 mil pessoas em toda a área atingida, sendo 45 mil apenas da cidade de Chernobyl, que ficou completamente vazia.

Após algum tempo a usina foi fechada e foi construído um tipo de sarcófago para isolar reator 4. Ainda hoje são sentidos os efeitos da radiação nos descendentes dos atingidos com o acidente.


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