Álcool combustível

Descubra sobre o álcool combustível. Saiba como é feito, e por que é tão incentivado para ser utilizado no Brasil


O álcool combustível, como o conhecemos, é chamado também de etanol etílico (H3C – CH2 – OH). Trata-se do composto mais conhecido do grupo orgânico dos álcoois.

É caracterizado pela presença de uma hidroxila (OH) diretamente ligada a um carbono. É formado por um líquido transparente com cheiro forte e sem cor, cuja característica principal é a capacidade de entrar em combustão (ser queimado), ou seja, é um líquido inflamável. A queima do álcool dá origem aos produtos água, gás carbônico e muita energia.

Como preparamos o álcool combustível?

No Brasil, a fermentação do álcool combustível ocorre a partir da cana-de-açúcar através do seguinte procedimento:

Moagem da cana: obtém-se a garapa com alto teor de sacarose;

Produção de melaço: a garapa é aquecida para se produzir o melaço com 40% de sacarose em massa. Parte desta sacarose se cristaliza formando um açúcar escuro, que é refinado e dá origem ao açúcar comum;

Fermentação do melaço: faz-se a fermentação do melaço adicionando-se a ele leveduras como a Saccharomyces, que transforma a sacarose em etanol. As reações bioquímicas ocorrem da seguinte forma:

C12 H22 O11 + H2O → C6 H12 O6 + H12 O6

C6 H12 O6 → 2 C2 H5 OH + 2 CO

Álcool combustível

Foto: Reprodução/ internet

Destilação do mosto fermentado: o mosto fermentado, obtido após a fermentação, contém 12% em volume de etanol, em função disso, acaba sofrendo destilação fracionada e assim se obtém uma solução com 96% de etanol e 4% de água em volume.

E importante ressaltar que a criação do álcool combustível pode ser elaborada não somente da cana-de-açúcar, e sim da fermentação de outros alimentos como é o caso, por exemplo, da beterraba, da batata, do milho, da cevada e até mesmo do arroz. No Brasil, o método mais utilizado é através da fermentação do açúcar da cana, já nos Estados Unidos, por exemplo, é muito comum a utilização do milho.

Projeto Proálcool

Na década de 1970, o Brasil iniciou um projeto denominado Proálcool, que incentivava o uso do álcool como combustível no lugar da gasolina (vinda do petróleo), em função da crise mundial do petróleo. Nessa situação, o governo brasileiro passou a incentivar a produção de veículos movidos a álcool e até mesmo a conversão de motores movidos à gasolina para o álcool.

Após a diminuição do valor da gasolina, os consumidores voltaram a utilizar o combustível derivado do petróleo, causando assim prejuízos ao meio ambiente, afinal, o álcool é um recurso renovável, isto é, através do replantio da cana-de-açúcar, à medida que for sendo produzido etanol.

Outro aspecto forte do etanol é que, em comparação com a gasolina e outros combustíveis fósseis, seu grau de poluição é menor.


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