América do Sul

Com uma extensão de 17.819.100 km², o subcontinente conhecido como América do Sul abrange 12% da superfície total da terra, além de 6% de…


Com uma extensão de 17.819.100 km², o subcontinente conhecido como América do Sul abrange 12% da superfície total da terra, além de 6% de toda a população. Unido a América Central pelo istmo do Panamá, e separado da Antártica pelo estreito de Drake, compreende a porção meridional da América.

América do Sul

Foto: Reprodução

Geografia

Seus pontos extremos são, ao sul do continente o cabo Horn, ao norte a Punta Gallinas, leste a Ponta do Seixas, oeste a Punta Pariñas. Possui limitação natural, ao norte, com o mar do Caribe, ao leste, nordeste e sudeste com o Oceano Atlântico, e ao oeste com o Oceano Pacífico.

O subcontinente é composto por 12 países e 7 territórios: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela. Os territórios são da Guiana Francesa, Ilha de Páscoa, Ilhas Galápagos, Ilhas Geórgia e Sandwich, Fernando de Noronha e Ilhas Malvinas.

O subcontinente, atravessado pela Linha do Equador (4/5 do continente está localizado abaixo da linha) e pelo Trópico de Capricórnio, possui tipos diversificados de ambientes em sua extensão.

Clima e biodiversidade

Antigamente, antes da separação continental, era ligada à África, compondo a Gonduana. No local, atualmente, a tendência é de temperaturas mais quentes, nas latitudes temperadas os invernos são amenos e os verões mais quentes do que na América do Norte. As chuvas estão relacionadas com o regime dos ventos e das massas de ar, e os fatores importantes na determinação dos climas são as correntes marítimas, como as de Humboldt e das Malvinas. Quando esbarra no litoral do Nordeste, a corrente equatorial do Atlântico Sul divide-se em duas: a corrente do Brasil, e a corrente costeira, que flui rumo às Antilhas.

Principalmente nas áreas em que ocorrem diferenças de precipitação pluviométrica, a cobertura vegetal é complexa – assim como nos planaltos. Além disso, as florestas tropicais úmidas são bastante extensas, e cobrem a bacia Amazônica, enquanto parte do planalto Meridional Brasileiro é revestido por uma zona semicircular de florestas temperadas de araucária, e a floresta fria estende-se sobre os Andes centro-meridionais chilenos. Muitas áreas, no continente, compreendem ainda os campos e savanas, o Nordeste possui um clima semiárido, onde aparece a caatinga. Os cerrados compreendem a região do Brasil Central, e os paramos – vegetação estépica de altitude, cobre porções dos planaltos inter andinos do Equador e do Peru. No Peru centro-meridional, norte do Chile e nordeste da Argentina, predomina a vegetação desértica das punas.

Quanto aos animais, em sua maioria, pertencem ao domínio neotrópico da zoogeografia. Houve, com a união das Américas pelo istmo do Panamá, a migração da fauna terrestre e de água doce, que saiu do Norte para o Sul, e vice-versa – conhecido como o Grande Intercâmbio Americano. As florestas tropicais possuem abundância de macacos, antas, roedores e répteis, e a fauna amazônica possui membros característicos: o peixe-boi – mamífero aquático e vegetariano-, e a piranha. Nos andes, estepes frias e desertos da Patagônia possuem quatro membros peculiares do ramo americano de camelídeos: guanaco, lhama, alpaca e vicunha. Já nas pradarias ao sul do Amazonas, a fauna é transicional, contendo espécies tropicais concomitantemente às espécies de regiões mais frias.


Reportar erro