Aplicação medicinal da radioterapia

A radioterapia tem aplicação na medicina auxiliando no tratamento do câncer. Entenda como funciona o processo, as consequências, e veja outras utilidades!


A radioterapia nada mais é do que um método de radiação aplicada para o tratamento oncológico de forma a destruir as células tumorais por meio da radiação iônica. Com aplicação localizada calculada com base na localização do tumor, o processo visa acabar com as células neoplásticas sem causar grandes danos às células adjacentes, uma vez que estas ajudarão na regeneração da região irradiada.

O método, relativamente moderno, tem apenas um século, e consiste nas radiações ionizantes que são eletromagnéticas ou corpulares carregando energia que, ao interagir com os tecidos, originam elétrons que ionizam o meio e produzem efeitos químicos.

O tratamento é eficaz?

A eficácia vai depender de fatores diversos, como a sensibilidade do tumor à radiação, a localização do mesmo, assim como a sua oxigenação e a quantidade e qualidade da radiação, somados ao tempo total em que é fornecida.

Aplicação medicinal da radioterapia

Foto: Reprodução/ internet

A dose total é fracionada em doses diárias bastante semelhantes, de forma que o seu efeito possa alcançar uma quantidade maior de células neoplásicas, mas sempre respeitando a tolerância dos tecidos.

O tumor pode regredir em diversas velocidades, dependendo do grau de sensibilidade da neoplasia à radiação.

Tipos de radioterapia

A teleterapia, um dos tipos de radioterapia, constitui cerca de 80% dos tratamentos com a radiação ionizante, que faz uso de feixes externos de radiação como raio x e elétrons. Existem duas formas de administrar a radiação de forma externa ao paciente: a primeira, conhecida como radioterapia, exige menos recursos, e é chamada de convencional ou padrão. A segunda é a tomografia, que consiste no uso de equipamentos modernos e sofisticados, além da modelagem do feixe de radiação, que é chamada de radiação conformacional tridimensional.

O outro tipo de radioterapia é a branquiterapia, que consiste no uso de fontes radioativas que estarão em contato direto com a neoplasia. Esse tipo, no entanto, é indicado somente em 20% dos casos. Uma fonte de radiação é posicionada no interior do corpo, ou muito próxima, e pequenos materiais radioativo, que normalmente são cápsulas, são inseridas junto ao tumor.  Nesse processo, são liberadas doses de radiação diretamente sobre o tumor.

A radioterapia é considerada como radical ou curativa, quando se busca a cura total; remissiva em casos que se busca a redução do tumor, somente; profilática, quando objetiva a remissão de dores intensas, sangramento e compressão de órgãos; e ablativa, quando é administrada para suprimir a função de um órgão, como o caso do ovário, por exemplo.

Efeitos colaterais

Desde que feitos adequadamente a aplicação e a dose do tratamento, os efeitos da radiação no organismo são bem tolerados, mas podem ser classificados de duas maneiras. A primeira envolve os efeitos imediatos, que podem ser vistos nos tecidos. Acontece apenas quando os tecidos encontram-se nos campos que receberão a radiação, e manifesta-se clinicamente por meio de anovulação ou azoospermia, epitelites, mucosites e mielodepressão.

Os efeitos tardios, por sua vez, são infrequentes e ocorrem principalmente quando a dose de tolerância dos tecidos é ultrapassada. A sua manifestação clínica se dá por meio de atrofias e fibroses e, raramente, pode-se observar o desenvolvimento de outra neoplasia.

Outras aplicações

A radioterapia pode ser usada ainda na radiologia diagnóstica, em que um feixe de raios x é usado para a obtenção de imagens do interior do corpo para análise médica. As imagens de todos os órgãos são superpostas e projetadas no plano do filme.


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