Arcadismo no Brasil

Entre os anos de 1768 a 1836, a elite jovem brasileira passou a ir buscar conhecimento em Coimbra, Portugal, e isso fez com que…


Entre os anos de 1768 a 1836, a elite jovem brasileira passou a ir buscar conhecimento em Coimbra, Portugal, e isso fez com que tendências europeias dos autores árcades chegassem ao Brasil. Com ideais iluministas absorvidos fora do país, os jovens voltavam usando isso como base para agir contra o governo, e também foi a base para a concretização da inconfidência mineira – os escritores destaques da literatura participaram ativamente da Inconfidência

O arcadismo chegou ao Brasil, à literatura brasileira, em meio a esse contexto. Com sua chegada, foi rompida a estética barroca no ano de 1768, tendo como marco a publicação de “Obras” de Cláudio Manuel da Costa.

Características

O movimento teve como marcas principais o dualismo dos escritores que apesar de seguirem as tendências europeias, ainda se interessavam muito pela natureza e pelos problemas da colônia. As ideias iluministas também trouxeram muitas influências para este contexto, e a concentração desta escola artística se deu em Vila Rica.

No Brasil, as principais características do arcadismo envolveram o apego aos valores da terra por meio de poesias simples e bucólicas; a valorização do índio como um “bom selvagem”, com as ideias de que a natureza faz o homem ser feliz e bom, mas que a sociedade o corrompe; a sátira política que falava sobre a exploração portuguesa, a corrupção dos governos coloniais e os tempos difíceis que a sociedade passava relacionado à política.

Arcadismo no Brasil

Foto: Reprodução

História

Com as ideias iluministas, muitos escritores da época passaram a desejar a Independência do brasil, mas seus sonhos foram frustrados com o fracasso da Inconfidência Mineira no ano de 1789. Cláudio Manuel da Costa, um dos participantes da Inconfidência junto à Tiradentes, acabou se suicidando na prisão antes de seu julgamento. Alvarenga Peixoto, outro autor, assim como Tiradentes, foram condenados à morte por enforcamento, enquanto Tomás Antônio Gonzaga e muitos outros autores e participantes foram exilados.

Autores e obras

Entre os principais autores dessa época que também ficou conhecida como Setecentismo ou Neoclassicismo, podemos citar Cláudio Manuel da Costa. Este cultivou a poesia épica e lírica e tinha como temática em suas poesias líricas a desilusão amorosa. Sua poesia apresenta a transição entre o Barroco e o Arcadismo e, de suas obras, destacamos Vila Rica.

Tomás Antônio Gonzaga, por sua vez, era um autor português que viveu em Salvador ao final de sua infância e adolescência. Formou-se em direito em Coimbra, e no ano de 1782 voltou ao Brasil. Entre suas obras, Marília de Dirceu é destaque, dividida em três partes correspondentes às fases da vida do autor.


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