Encontro das Águas dos rios Negro e Solimões

Os rios Negro e Solimões são conhecidas por representarem o fenômeno chamado de ‘Encontro das Águas’


Você deve imaginar que todo rio, quando percorrem um trajeto lado a lado, acabam se misturando e tornando-se um só, correto? Bom, na maioria dos casos, sim. Porém, não em todos.

Mas, e então, seria possível existir dois rios que “andassem” juntos, um ao lado do outro sem que ambos tivessem suas águas misturadas? Pode parecer estranho, mas acredite: existe, sim. E tal caso ocorre bem aqui, na América do Sul.

Os rios Negro e Solimões

As águas dos rios Negro e Solimões são conhecidas por serem um exemplo do fenômeno citado anteriormente: ao longo de um trajeto de aproximadamente 6 quilômetros, ambos os rios formam dois cursos de água lado a lado, porém sem se misturarem até o ponto em que se unem formando o extenso e tão famoso Rio Amazonas.

Encontro das Águas dos rios Negro e Solimões

Foto: Ministério do Turismo/ Divulgação

O fenômeno do ‘Encontro das Águas’

Batizado de ‘Encontro das Águas’, tal fenômeno que ocorre com as águas dos rios Negro e o Solimões não é fruto do acaso ou de algum mistério sobrenatural sem explicação científica. Tal ocorrência se deve à diferença existente entre a acidez e a composição, juntamente à velocidade e temperatura dos dois rios.

As Características desses rios

Com nascente em território colombiano, o Rio Negro traz em seu curso de água um extenso teor de matéria orgânica, o qual é responsável por deixar o líquido da sua correnteza com coloração escura. O mesmo percorre todo seu trajeto a uma velocidade de 2 quilômetros com temperatura de 28°C.

Por outro lado, o Solimões, que tem sua nascente na área dos Andes peruanos, possui água com aparência um tanto barrosa em decorrência da quantidade de sedimentos oriundos da erosão de solos vulcânicos, variedade predominante na região. As águas desse rio possuem temperatura de 22°C e fazem todo o percurso a uma velocidade que varia de 4 a 6 quilômetros.


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