As polêmicas envolvendo Fidel Castro e sua influência política

O líder revolucionário da esquerda moderna ficou conhecido por desafiar e bater de frente com os Estados Unidos


A morte do líder da revolução cubana, Fidel Castro, trouxe à tona uma enxurrada de informações a respeito da sua vida pessoal e política. Dentro de tudo isso, o que muita gente se deu conta foi a respeito da influência que ele detinha, além do prestígio, não só em Cuba, mas em várias nações do mundo.

Admirados por um, odiado por outros, a verdade é que uma coisa não pode ser deixada de lado: toda a história que ele escreveu ao longo dos mais de 50 anos à frente do poder da ilha localizada no Mar do Caribe. A morte de Fidel Castro foi anunciada para o mundo às 22h29 do dia 25 de novembro, 1h29 do dia 26 de novembro, no Brasil.

Fidel Castro foi um ditador que dominou com pulso firme o povo cubano por 48 anos. Além de tentar estabelecer sua ideologia comunista em vários países, o líder revolucionário da esquerda moderna ficou conhecido por desafiar e bater de frente com os Estados Unidos.

As polêmicas envolvendo Fidel Castro e sua influência política

Foto: reprodução/Agência Brasil

Mais sobre Fidel Castro

Para muitos membros da imprensa mundial, Fidel Castro foi o responsável por dar destaque a Cuba, sendo apontado, inclusive como grande protagonista desse feito. Porém, o líder não era visto com bons olhos por muitos dos presidentes que assumiram o comando da Casa Branca.

Fora isso, o ditador cubano também é responsável por algumas polêmicas ao logo do tempo que esteve à frente do poder em Cuba. Muitos dos seus aliados e inimigos respeitavam o seu poder e influência que detinha. Em texto publicado, a Agência Brasil ressaltou alguns deles, baseado nas publicações dos principais órgãos de imprensa em caráter mundial.

De acordo com a emissora americana MSNBC News, Fidel Castro desafiou os esforços dos Estados Unidos para derrubá-lo por cinco décadas. Fidel costumava afirmar que sobrevivera a 634 tentativas ou conspirações para assassiná-lo, principalmente comandadas pela Agência Central de Inteligência (CIA) e por organizações de exilados.

O jornal The New York Times afirmou, em reportagem na primeira capa, que o líder cubano foi responsável por levar o mundo à beira da guerra nuclear. Além do mais, o jornal também observou que Fidel ficou no poder mais tempo do que qualquer outra personalidade viva, com exceção da rainha Elizabeth II.

O jornal The Washington Post comentou que, embora Fidel Castro fosse amado por uma legião de seguidores, seus detratores o viam como um líder repressivo que transformou Cuba em um campo de trabalho forçado.

O jornal Los Angeles Times informou que o ex-presidente, que ostentava como marca uma barba desalinhada, desafiou o capitalismo mundial, mantendo o comunismo vivo no hemisfério ocidental duas décadas após a queda da União Soviética.

O jornal espanhol El País afirmou que Castro foi o último revolucionário mundial, tendo sido um líder autoritário ou tirano e, ao mesmo tempo, uma legenda internacional contra o capitalismo e a favor da população que nada tem para sobreviver dignamente.

Sobre a morte de Fidel Castro

Fidel Castro morreu aos 90 anos de idade. A informação foi confirmada na rede de televisão estatal pelo irmão e sucessor, Raúl Castro. Raúl disse que era “com profunda dor” que confirmava a “morte do comandante Fidel Castro Ruz”. O corpo do líder histórico da Revolução Cubana será cremado.


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