Balão de ar quente: aplicação engenhosa dos princípios científicos básicos

Entenda como funciona o balão de ar quente e saiba como foi criado e desenvolvido. Confira outros tipos de balões


O balão é um aeróstato que, devido à flutuabilidade, permanece no ar. É impulsionado pelo vendo e distingue-se de um dirigível devido a este usar mecanismos de propulsão e direção, enquanto o balão é direcionado e impulsionado pelo vento. Existem basicamente três tipos de balões: o de ar quente, de que se trata este artigo, o balão a gás, que são enchidos com gases não aquecidos, como hidrogênio, hélio, amônia ou gás de carvão, e o balão de Rozier, que usa gases aquecidos e não aquecidos.

História

Os balões foram usados para testes como meio de transporte, pela primeira vez, por Bartolomeu de Gusmão, também conhecido como “padre voador”. O jesuíta português começou a estudar o aparelho no ano de 1708 e, segundo informações registradas, ele conseguiu voar desde o Castelo de São Jorge até o Terreiro do Paço, em Lisboa, uma distância de aproximadamente um quilômetro.

Somente alguns anos depois, no entanto, em 1783, é que foi divulgado que um balão era capaz de transportar pessoas. Isso aconteceu na França, pelos irmãos Montgolfier.

Balão de ar quente

Balão de ar quente: aplicação engenhosa dos princípios científicos básicos

Foto: Pixabay

O balão de ar quente não é um veículo indicado para quem tem pressa de chegar ao seu destino. Ele não pode ser manobrado de forma efetiva, e viaja na velocidade em que o vento sopra. É algo indicado para aqueles que apreciam a experiência de voar. Essa, inclusive, é relatada por muitos como uma das atividades mais serenas e agradáveis já experimentadas.

Os balões que usam ar quente também são aplicações engenhosas dos princípios científicos básicos: o ar quente sobe, e o ar frio desce. O ar frio é basicamente mais pesado que o ar quente. Isso porque o ar quente possui uma massa menor por unidade de volume: um pé cúbico de ar pesa em torno de 28 gramas, mas quando aquecido a 37,8°C, pesará cerca de 7 gramas a menos. Isso justifica, inclusive, o tamanho dos balões: para que se suspenda 453,6 kg, serão precisos aproximadamente 1840,8 m³ de ar quente.

Mas como ele continua subindo? Esse ar não resfria?

Resfria, sim! Por isso, é preciso manter o ar aquecido, reaquecendo por meio de um queimador que está posicionado sob o envelope do balão. Quando o ar esfria, o piloto reaquece usando o queimador.

Os balões mais modernos aquecem o ar por meio da queima de propano, que é armazenado em forma líquida comprimida em cilindros leves posicionados na cesta do balão. Com uma mangueira de entrada que vai ao fundo do cilindro, o líquido será expelido.

Esse líquido corre rapidamente por meio das mangueiras para a serpentina de aquecimento, que é um tubo de aço com formato de mola em torno do queimador. O propano fica nos tubos e, ao ser aquecido pela serpentina de aquecimento, passa ao estado gasoso, por onde começa a fluir antes que seja aceso.


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