Biografia de Augusto dos Anjos

Augusto Carvalho Rodrigues dos Anjos foi um poeta brasileiro pré-modernista, nascido no ano de 1884, no engenho Pau d’Arco, na Paraíba. Filho de Alexandre…


Augusto Carvalho Rodrigues dos Anjos foi um poeta brasileiro pré-modernista, nascido no ano de 1884, no engenho Pau d’Arco, na Paraíba. Filho de Alexandre Rodrigues dos Anjos e de Córdula de Carvalho Rodrigues dos Anjos, o poeta ingressou no Liceu Paraibano em 1900, época em que escreveu o seu primeiro soneto: “Saudade”. No ano de 1903, Augusto dos Anjos ingressou na Faculdade de Direito do Recife, onde se formou, porém retornou à Paraíba e começou a lecionar Literatura Brasileira em João Pessoa. Em 1910, o poeta casou-se com Ester Fialho. Nesse mesmo ano, foi afastado do seu cargo de professor do Liceu Paraibano e mudou-se para o Rio de Janeiro, onde começou a lecionar no Colégio Pedro II.

Biografia de Augusto dos Anjos

Foto: Reprodução

No decorrer de sua vida, Augusto dos Anjos publicou vários poemas em jornais e periódicos. No ano de 1912, o poeta publicou o seu único livro, intitulado “Eu”, que causou espanto nos críticos daquela época, devido ao uso de uma linguagem cientificista-naturalista e com temas como cadáveres fétidos, vermes famintos e podridão da carne. Em 1914, o poeta Augusto dos Anjos foi nomeado diretor do Grupo Escolar Ribeiro Junqueira, na cidade de Leopoldina, Minas Gerais, para onde se mudou. No dia 12 de novembro de 1914, Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos faleceu, ainda bem jovem (30 anos de idade), após uma enfermidade pulmonar.

Características de sua obra

A obra de Augusto dos Anjos é extremamente original, e o poeta é considerado um dos poetas mais críticos de sua época. As suas poesias trazem características marcantes de sentimentos de desânimo e pessimismo, além da inclinação para a morte. Estruturalmente, os poemas de Augusto dos Anjos apresentam rigor na forma e elevado conteúdo metafórico, sem ter apenas características simbolistas ou parnasianas. Por isso, Augusto dos Anjos pode ser considerado um poeta de transição. Utilizando-se de palavras consideradas estranhas e inadequadas, o poeta criou efeitos sonoros e rítmicos. Em sua obra, o poeta exprimiu o seu pessimismo, a angústia e a incerteza diante de um novo século. Outra característica bastante marcante de sua obra é a utilização de um vocabulário originário das Ciências Biológicas, tratando de temas como a morte e a decomposição da matéria, expressando, assim, uma visão trágica da existência.

Obra poética

A obra poética de Augusto dos Anjos está reunida em um único livro, “Eu”, publicado em 1912, e reeditado com o nome “Eu e outras poesias”. Um de seus mais conhecidos poemas é o intitulado “Versos Íntimos”.


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