Biografia de Marcelo Crivella

Crivella ingressou na carreira política no ano de 2002, quando foi eleito senador do Rio de Janeiro em sua primeira disputa


Marcelo Bezerra Crivella nasceu em nove de outubro de 1957, no Rio de Janeiro. Ele é filho único de Eris Bezerra Crivella e Mucio Crivella, ambos católicos. Aos 14 anos, começou a trabalhar como auxiliar de escritório, e um ano depois conheceu sua esposa, Sylvia. Juntos desde então, tiveram três filhos.

Crivella cursou a Escola de Oficiais de Reservas e trabalhou como taxista para pagar seus estudos. Ele é formado em Engenharia Civil pela Universidade Santa Úrsula e Faculdade de Engenharia Civil de Barra do Piraí, em 1984. Tornou-se conhecido pelo planejamento e execução do Projeto Nordeste, movimento beneficente que tinha a finalidade de tornar produtivas terras que estavam abandonadas pelo governo federal.

Frequentou a Igreja Metodista na juventude. Sua ligação com o tio, Edir Macedo, fez com que começasse a frequentar a Igreja Universal do Reino de Deus, em 1977. Depois de sua conversão começou a trabalhar na igreja recém-criada por Macedo. Foi professor universitário até ser chamado pela Igreja Universal para ser missionário na África, onde morou quase uma década.

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Foto: reprodução/Folha Gospel

A produção musical, como cantor e compositor, o tornou um dos principais intérpretes do gênero gospel do Brasil, com 14 discos lançados, vendendo mais de 5 milhões de cópias; seu maior sucesso foi “O Mensageiro da Solidariedade”, que recebeu uma certificação de Disco de Diamante, devido a mais de um milhão de discos vendidos em 1999. Crivella também chegou a lançar 10 livros.

Vida pública

Crivella ingressou na carreira política no ano de 2002, quando foi eleito senador do Rio de Janeiro em sua primeira disputa, alcançando 3,5 milhões de votos. No Congresso Nacional, foi vice-líder do Governo Lula e líder da bancada do Partido Liberal (PL). Em setembro de 2005 fundou com o vice-presidente da República, José Alencar Gomes da Silva, o Partido Republicano Brasileiro (PRB), do qual foi seu líder no Senado.

Crivella foi reeleito em 2010 para um mandato de 2011 a 2019. No Congresso Nacional tem pautado sua atuação no binômio: justiça para o Rio e redistribuição da renda nacional. Foi apontado pela Instituição Transparência Brasil como o terceiro senador com mais projetos relevantes para o país. A revista Veja o classificou como o 5º melhor senador do Brasil, baseada em pesquisa do Núcleo de Estudos sobre o Congresso.

Crivella criou e presidiu a Subcomissão Permanente de Proteção dos Cidadãos Brasileiros no Exterior. Foi quando elaborou a Missão Resgate, voltada para ajudar brasileiros presos nos Estados Unidos por imigração ilegal. A ação resultou no retorno dos 923 brasileiros que se encontravam em cárcere, e no repatriamento destes. Ele apresentou mais de 400 proposições legislativas e já aprovou diversas leis.

O senador foi escolhido para assumir o Ministério da Pesca e Aquicultura no governo de Dilma Rousseff em fevereiro de 2012. Ele reduziu impostos, o que diminuiu o preço do peixe e aumentou o consumo em 25%. Seu apoio à atividade pesqueira fez quase dobrar a produção. Lançou o Plano Safra de Pesca e Aquicultura, com quatro bilhões de reais para financiar os pescadores. Descomplicou a licença ambiental para a produção de pescado nos lagos das hidrelétricas, açudes e barragens.

Em 2014, Crivella concorreu novamente ao cargo de governador do Estado do Rio de Janeiro, classificando-se em segundo lugar no primeiro turno, e obtendo mais de 44% dos votos no segundo turno. Chegou a cogitar filiar-se ao PSB, visando as eleições para a prefeitura do Rio em 2016. Mais tarde desmentiu sua ida para o PSB, dizendo que havia recebido proposta do partido, porém optou por permanecer no PRB.

Nas eleições municipais de 2016, Marcelo Crivella saiu como candidato à prefeitura do Rio de Janeiro. Seguiu para o segundo turno ao lado do candidato Marcelo Freixo (PSOL), onde saiu vencedor da disputa com a maioria dos votos, 59,36% ou 1.700.030 votos.

Convicções pessoais

Crivella é reputado como um político de orientação conservadora. No entanto, o senador já foi aliado do Presidente Lula, e seu partido fez parte da base de sustentação ao governo Lula. Crivella é contra a legalização do aborto. Sobre homofobia ele esclareceu, após protestos de ativistas, que teme consequências inadvertidas da lei contra a homofobia, mas é contrário à violência homofóbica.

Em discurso no Senado, Crivella saudou o PCdoB, ressaltando que o Evangelho contém ensinamentos do Comunismo. Sobre a influência atual de Charles Darwin, Crivella disse que é criacionista e rejeita a teoria da evolução. Ele afirmou que “não há provas conclusivas de que […] uma espécie possa gerar outra espécie”.

O político é favorável a políticas públicas de planejamento familiar, por meio da educação sexual e esterilização, e à Lei de Biossegurança, que regulamentou as pesquisas com células-tronco.


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