Biografia de Marta Suplicy

Marta é filiada ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e ocupa uma cadeira no Senado federal pelo Estado de São Paulo


Marta Teresa Smith de Vasconcellos Suplicy, ou simplesmente marta Suplicy é conhecida pela sua atuação política, apesar de ser formada em psicologia e ter atuado também como sexóloga e apresentadora de TV.

Atualmente ela é filiada ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e ocupa uma cadeira no Senado federal pelo Estado de São Paulo.

Filha primogênita do industriário carioca, Luís Affonso Smith de Vasconcellos, e da dona de casa paulista, Noêmia Fraccalanza Smith de Vasconcellos, Marta nasceu no dia 18 de março de 1945 no Jardim Paulistano, São Paulo. Ela cursou o primário no Externato Madre Alix e o antigo ginásio no Colégio Des Oiseaux, das cônegas de Santo Agostinho.

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Foto: reprodução/wikipedia

Marta demonstrava o seu envolvimento com as causas políticas desde cedo, tanto que, quando cursava o antigo colegial, no Colégio Nossa Senhora de Sion, na cidade de São Paulo, foi uma das responsáveis pela fundação do Grêmio estudantil na década de 1960.

Formação

No ano de 1963, ingressou na Faculdade de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). No ano de 1960, Marta conhece o estudante Eduardo Suplicy, proveniente de outra tradicional família de São Paulo. Em 15 de dezembro de 1964, aos 19 anos de idade, Marta casa-se com Eduardo. Como fruto da união, eles tiveram três filhos: Supla (1966), André (1968) e João (1974).

Marta interrompeu seus estudos na PUC-SP para acompanhar Eduardo, em um mestrado na cadeira de Economia que foi fazer nos Estados Unidos, entre 1966 e 1967. Neste período, estudou psicologia infantil na Universidade Estadual de Michigan, mesma instituição em que seu esposo estudava.

Ao retornar ao Brasil, no ano de 1968, reingressou na PUC-SP, vindo a concluir sua graduação em psicologia em 1970. Após isso, Marta fez pós-graduação na Universidade Stanford, em 1972, onde estudou psicologia comportamental, psicanálise e sexologia, e obteve o título de mestre em psicologia clínica pela Universidade Estadual de Michigan em 1973.

Atuação profissional

Marta foi uma das fundadoras do curso de Terapia Comportamental no Instituto Sedes Sapientiae, onde foi professora de terapia de casais entre 1973 e 1976. Ela também atendia casais em seu escritório particular, escrevia colunas para as revistas Claudia e Vogue, e ministrava palestras.

Entre 1980 e 1999, Marta apresentou quadros voltados para o público feminino, sobre comportamento sexual, em três emissores, Globo, Manchete e Bandeirantes. Marta publicou nove livros relacionados a sexualidade.

Política

Em 1981, Marta filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT). Em 1994, com o incentivo do marido e da cúpula do PT, Marta candidatou-se a deputada federal.

Em agosto de 1995, Marta apresentou um projeto de lei que obrigava que 20% das vagas de candidatos em um partido ou coligação nas eleições proporcionais fosse preenchida por mulheres, o qual foi sancionada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso.

Nas eleições para prefeitura de São Paulo, no ano de 2000, Marta foi eleita, no segundo turno, com 58,51% dos votos válidos.

Quatro meses após a posse, Marta de divorcia do senador Eduardo Suplicy. Marta manteve o sobrenome Suplicy, do qual a notabilizou na vida pública. Ela casou-se novamente em setembro de 2003 com o franco-argentino Luis Favre, membro da Secretaria de Relações Internacionais do Partido dos Trabalhadores.

Em 2004, Marta candidatou-se a reeleição, mas perdeu para José Serra (PSDB). Marta assume o Ministério do Turismo no segundo mandato do presidente Lula, em 2007.

Questionada sobre a crise que ocorria então no setor aéreo, respondeu: “Relaxa e goza que depois você esquece de todos os transtornos!” Esta frase causou um impacto muito negativo à sua imagem.

Em 12 de setembro de 2012 foi nomeada ministra da Cultura pela presidente Dilma Rousseff. Em 2014, antecipando a reforma ministerial do segundo mandato presidencial de Dilma Rousseff, Marta pediu demissão e em 2014 reassumiu o mandato de senadora por São Paulo.

Em 28 de abril de 2015, desfilia-se do PT. Em 15 de agosto de 2015, filia-se ao PMDB. Marta se torna candidata à prefeitura de São Paulo e é derrotada, ficando em 4º lugar na disputa pela Capital Paulista.


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