Biografia de Stalin

Stalin foi um comunista da história da União Soviética. Com um governo ditatorial ele teve uma morte mal esclarecida. Veja um resumo de sua biografia


Ioseb Besarionis Dze Djughashvili nasceu na cidade georgiana de Gori, em uma pequena cabana,  no dia 21 de dezembro de 1878.  Seu pai, Besaion Jughashvili, era sapateiro, e sua mãe, Ketevan Geladze, costureira. Sua mãe sonhava em vê-lo seminarista, por esse motivo ele estudou durante algum tempo em um colégio religioso, porém sua passagem foi um pouco conturbada pelo colégio, já que ele tinha uma certa concordância com a ideologia marxista, o que resultou em sua expulsão. Portador de alguns defeitos físicos ele foi dispensado do serviço militar, não chegando a ir a guerra. Seu pé esquerdo era defeituoso e possuía o braço esquerdo mais curto que o direito.

Biografia de Stalin

Veja a biografia resumida do líder comunista Stalin, um ditador cruel da União Soviética. | Foto: Reprodução

Ele se envolveu em muitas ações ilegais, em um deles, um assalto, 40 pessoas foram mortas, fazendo com que ele fosse preso e passasse vários anos na cadeia.

Família

Stalin casou-se pela primeira vez em 1903, com Ekaterina Syanidze, que veio a falecer quatro anos depois. Tiveram apenas um filho, Yakov Dshugashvili, que nunca teve um relacionamento muito bom com seu pai. Em um determinado episódio Yakov atirou em si mesmo devido a forma como se relacionava com Stalin, e a única coisa que recebeu de volta foi o tratamento de repúdio do pai, que disse: “Não consegue nem atirar direito”.

Casou-se novamente com Nadezhda Allilluyeva, que faleceu em 1932. Os resgistro oficiais de seu óbito afirmam que ela teve algum tipo de doença, mas muitos comentários davam conta de que talvez ela tivesse se suicidado, ou sido assassinada pelo próprio esposo. Juntos eles tiveram dois filhos, um menino chamado Vasily Dzhugashvili, e uma menina, Svetlana Alliuyeva.

Sua relação com sua mãe também não foi das melhores. No ano de 1937, quando ela veio a falecer, Stalin não compareceu a seu funeral. Muitos afirmam que ele guardava rancor por ela tê-lo obrigado a estudar em um seminário.

Stalin e a Revolução Russa

Em 1913, quando foi deportado para a Sibéria, ele passou a utilizar o nome Josef Stalin. Em Russo, Stalin significa homem de aço. Depois de muitas prisões e deportações ele conheceu Lenin e seu grupo, que estavam planejando a Revolução Russa. Já dentro do Partido Comunista, Stalin se viu envolvido em uma disputa relacionada a questão do socialismo. Enquanto Stalin acreditava que a revolução deveria ficar na Rússia, Leon Trotsky , seu rival, era favorável à expansão para outros países do mundo.  Quando Lenin morreu houve um grande choque de ideias para definir quem seria seu sucessor, e logo após alguns debates Stalin assumiu a liderança da União Soviética.

Como líder do partido Stalin assumiu uma postura rigorosa, agindo como um típico ditador ele perseguia e matava todos aqueles que poderiam vir a causar alguma ameaça ao sistema. Com a derrota, Trotsky se tornou um dos grandes críticos do governo de Stalin. Para puni-lo pelas criticas, o ditador mandou matar a machadadas seu opositor que se encontrava exilado no México.

Se de um lado seu governo foi ditatorial, expulsando do partido e do exército todos aqueles que ele acreditava ser um inimigo consolidado ou em potencial, prendendo milhares de pessoas, por outro ele fez com que a União Soviética crescesse além do esperado, vindo a se tornar uma superpotência mundial. Graças a ele aconteceu a coletivização da agricultura e uma industrialização intensiva, uma reorganização social que começou a acontecer a partir de 1928.

Perseguição às religiões

No campo de vista religioso, Stalin adotou uma posição semelhante a de Lenin e Karl Marx, promovendo o ateísmo e alegando que a religião é o ópio do povo, que precisa ser removida da sociedade para que ela possa atingir seus ideais. O ateísmo era propagado nas escolas, e ele criou leis contrárias a prática de qualquer religião. Era perigoso envolver-se com qualquer uma que fosse, pois havia um ambiente pesado no que dizia sentido a elas. Durante a década de 30 Stalin quase extinguiu a Igreja Ortodoxa Russa, demolindo vários templos, além de perseguir e executar cerca de 10.000 padres, monges e freias.

Provavelmente cerca de 100.000 religiosos foram mortos entre os anos de 1937 e 1938.

Durante a Segunda Guerra Mundial ele decidiu reabrir as igrejas russas, afirmando estar seguindo um sinal que ele havia recebido dos céus. Ele também nunca se mostrou contra a religião fora da URSS, chegando a apoiar muitas das facções religiosas que existiam no exterior.

Morte

Stalin morreu em virtude de uma hemorragia cerebral no dia 5 de março de 1953. As circunstâncias de sua morte até hoje são pouco esclarecidas. Alguns historiadores insinuam que ele possa ter sido envenenado, enquanto outros garantem que ele morreu de causas naturais.

Em estudos sobre a morte de Stalin, no ano de 2003, um grupo de historiadores russos e americanos concluiu que ele havia ingerido um poderoso veneno de rato chamado varfarina. Esse veneno não possui sabor, e inibe a coagulação do sangue predispondo a vítima a sofrer uma hemorragia cerebral. Os estudos comprovaram que este foi provavelmente o veneno usado, mas não se sabe ao certo os fatos em torno da morte dele.


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