Entenda o Bóson de Higgs e a partícula de Deus

O Bóson de Higgs, também conhecido como ‘partícula de Deus’, é uma das teorias aceitas para explicar a composição material do Universo. Saiba mais!


O Bóson de Higgs, também conhecido como “partícula de Deus” e “partícula essencial”, é uma das teorias aceitas para explicar a composição material do Universo. A existência do Bóson foi anunciada para legitimar o Modelo Padrão, porém, a sua realidade ainda não foi empiricamente comprovada.

Histórico

O Bóson de Higgs foi inicialmente predito no ano de 1964, pelo físico britânico Peter Higgs, que trabalhava sobre as ideias de Philip Anderson. Na época, o Modelo Padrão da Física de partículas descrevia as partículas elementares conhecidas, fazendo centenas de previsões testáveis e provou-se correto durante as décadas seguintes.

De acordo com a explicação teórica elementar do Modelo Padrão, o Bóson de Higgs seria o elemento essencial que permitiria ao homem compreender a organização do universo. A “partícula de Deus” uniria todas as partículas conhecidas da matéria (férmions) e os transportadores das forças que agem sobre elas (bósons).

Bóson de Higgs

Foto: Reprodução/ internet

De acordo com a teoria que envolve o Bóson de Higgs, as partículas formam átomos e as forças agem sobre a matéria. Segundo o modelo padrão, a matéria é composta por 12 partículas, sendo seis tipos de quarks e seis tipos de léptons, que são indivisíveis. A teoria afirma que as partículas não têm massa inerente, pois elas ganham massa quando passam pelo campo de Higgs, ou passam por ele sem interagir, continuando sem massa.

O Campo de Higgs teria surgido logo após o Big Bang e, após o esfriamento do universo, o campo foi criado e concedeu massa às partículas. Assim como todo campo de força, o Campo de Higgs precisa ter uma partícula correspondente que, no caso, é o Bóson de Higgs ou “partícula de Deus”.

A importância do Bóson de Higgs

Apesar de a teoria existir há mais de 50 anos, ainda não foi possível comprovar empiricamente a existência do Bóson de Higgs. O modelo padrão da física permitiu um certo avanço à ciência, mas ainda é um modelo limitado, já que só consegue explicar a matéria comum. Nenhum dos pequenos corpos descobertos pelo Modelo Padrão apresenta massa quando são considerados em si mesmos e, portanto, não se pode explicar a origem da qualidade material do universo.

A comprovação da existência do Bóson de Higgs, que apresenta massa e diferencial energético decisivos, traria resultados substanciais, sendo capaz de resolver muitos problemas da física.

No dia 10 de setembro de 2008, na fronteira entre a França e a Suíça, foi criado o Grande Colisor de Hádrons (LHC), o maior acelerador de partículas até então construído pelo homem, com o objetivo de recriar o Big Bang e entender o seu mecanismo.

Em março de 2010, os cientistas colocaram o Grande Colisor de Hádrons em atividade, simulando os primeiros momentos de vida do universo. Muitos cientistas buscam, por meio de testes em colisores de partículas, provar a existência do Bóson de Higgs.

O Bóson de Higgs também ficou conhecido como “partícula de Deus” quando o físico Leon Lederman divulgou o seu livro intitulado “A Partícula de Deus: Se o universo é a resposta, qual é a pergunta?”, em 1993.


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