Carmen Miranda: a ‘Pequena Notável’

Com 1,52 m de altura, Carmen Miranda equilibrava em saltos de 20 cm toda a sua desenvoltura e seu talento de cantora, atriz e dançarina


De pequena só o tamanho, de notável toda a vida. Maria do Carmo Miranda da Cunha, nascera em 9 de fevereiro de 1909, em Portugal, mas anos mais tarde tornaria-se a musa brasileira.

Com 1,52 m de altura, Carmen Miranda equilibrava em saltos de 20 cm toda a sua desenvoltura e seu talento de cantora, atriz e dançarina.

Vida de Carmen Miranda

Nascida na cidade de Marco de Cadaveses, em Portugal, veio para o Brasil com sua família antes mesmo de completar um ano de idade.

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Foto: depositphotos

No território brasileiro, seus pais se instalaram no Rio de Janeiro. Filha de um barbeiro, de uma dona de casa e ao lado de mais cinco irmãos, Carmen já sabia o que queria ser desde cedo.

Vivendo na Lapa carioca, conseguiu assimilar as gírias e expressões das rodas boêmicas que se faziam presentes nos anos de 1910 a 1920. Foi ganhando cada vez mais espaço no mundo cultura e conquistando mais fãs.

De acordo com um site feito em sua homenagem, o carmenmiranda.com.br, a artista se transformou em um ícone das massas.

Nele, a “Pequena Notável” é considerada pioneira de um novo estilo que se formava e que “foi a maior estrela do disco, do rádio, do cinema, dos teatros, da mídia, e dos cassinos brasileiros.”

Carmen Miranda, a artista

Trabalhou em rádios como a Tupi e a Mayrink Veiga, e assim se tornou a artista de rádios mais bem paga no Brasil. As décadas de 30 a 50 foram as de maior auge de Carmen.

Participou e protagonizou vários filmes, no Brasil e nos Estados Unidos. Fez peças de teatro e encantou à todos com sua adorável voz.

Depois do sucesso nas terras tupiniquins, a cantora fez diversos shows na Argentina e, em seguida, conquistou a América Latina.

Seu sucesso foi ainda maior quando o produtor norte-americano Lee Shubert assistiu à sua apresentação de “O que é que a baiana tem?”.

O empresário levou a artista para o EUA em 1939. Carmen alcançou com sua carreira meteórica, o que até hoje nenhum artista latino-americano conseguiu, ter suas mãos e pés marcados na calçada da fama de Los Angeles.

Viu em cima dos seus altos sapatos o sucesso lhe proporcionar a venda de 10 milhões de discos, o que levou milhões de pessoas a cantarem músicas como “Ta’hi”, “Allô…allô?”, “No taboleiro da baiana”, “Na baixa do sapateiro”, “South American Way”, “Chica chica boom chic” e outros sambas e marchinhas que embalaram as festas daquela época.

Problemas na carreira

Como todo grande artista, Carmen também teve problemas na carreira. Vítima de diversas críticas, era acusada de servir como figura de propaganda na aproximação entre Brasil e Estados Unidos durante a segunda guerra mundial (1940).

Também por está fazendo sucesso no EUA, foi chamada de “americanizada”, crítica que rebateu com uma música intitulada de “Disseram que voltei americanizada”.

Casou com o norte-americano David Sebastian, com qual viveu uma conturbada relação. Ao lado dele, passou por excessos de ciúmes, bebidas e o aborto espontâneo da única gravidez da cantora.

Tornou-se então viciada em remédios, bebia bastante e fumava em grandes quantidades. O modo de vida da cantora lhe proporcionou graves consequências e após viver 14 anos nos Estados Unidos, voltou para o Brasil a fim de se recuperar.

O fim da carreira de Carmen Miranda

Após uma “súbita” recuperação, a Pequena Notável volta aos Estados Unidos. Lá o quadro clínico da artista se agravou.

A última apresentação de Carmen em um programa de tevê americano, em 1955, foi marcada por um desmaio no meio da canção.

De volta para casa, em sua mansão em Beverly Hills, teve um ataque cardíaco que a matou instantaneamente.

Assim morreu a maior expressão artística luso-brasileira de todos os tempos, com apenas 46 anos de idade. E mesmo após tantos anos, a carreira, vida, visual e trabalhos da cantora permanecem presentes nessas novas gerações.


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