Cladística

Na Biologia são criados vários métodos para aperfeiçoar e facilitar os estudos e classificações das espécies. Entre essas criações temos a cladística, que também…


Na Biologia são criados vários métodos para aperfeiçoar e facilitar os estudos e classificações das espécies. Entre essas criações temos a cladística, que também é conhecida como sistemática filogenética. Você conhecerá agora um pouco mais sobre ela e verá como ela tem sido importante para a Biologia. A cladística, que também é conhecida como sistemática filogenética, é um método de análise das relações evolutivas entre os grupos de seres vivos, visando esclarecer sua genealogia.

Ela é um tipo de escola de classificação biológica que classifica de modo hierárquico as espécies em grupos ou táxons baseada apenas no princípio filogenético. Como você já deve ter percebido, esse é um método que classifica todos os seres vivos unicamente em suas relações evolutivas.

A classificação deve ser feita por grupos, onde nesses grupos existirão várias espécies que podem ser semelhantes ou se diferenciarem bastante dos demais, no entanto, cada grupo deve ser monofilético, isso quer dizer que cada grupo deverá ter o seu único ancestral e apenas ele, todos os descendentes vieram desse ancestral comum que é o ser mais antigo do grupo.

Cladística

Foto: Reprodução

A criação da cladística

Este método de análise foi criado por um estudioso alemão chamado Willi Henning. Willi nasceu no dia 20 de abril de 1913 na cidade de Dürrhennersdorf e chegou a escrever uma obra literária que fala sobre a cladística, sendo ela: Grundzüge einer Theorie der Phylogenetischen Systematik.

O livro foi criado em 1950 na linguagem alemã, e na época de sua criação a ciência alemã não detinha muito destaque no cenário científico, devido a isso o reconhecimento da obra e sua qualidade só veio à tona 15 anos depois, quando o mesmo, Henning, publicou uma nova versão do sistema filogenético, o Phylogenetic Systematics. Primeiramente em alemão, mas sendo traduzido pouco tempo depois para o inglês. A partir daí se tornou uma das principais obras, se não a principal, falando sobre o assunto. Muitos estudiosos utilizam o livro de Henning como base para estudos mais avançados no ramo da biologia.

Os princípios fundamentais

O princípio fundamental da cladística parte da premissa de que a relação de evolução das espécies devem ser o responsável pela classificação dos mesmos. Análises feitas em espécies antigas, sejam elas fossilizadas ou ainda existentes, procuram características padrões que as espécies inclusas no grupo assemelham ter. Podendo ser caracteres primitivos, derivados ou evoluídos.

O que define um caractere ancestral é justamente a característica dos seres vivos, sejam eles plantas ou animais, que pertencentes ao mesmo grupo, todos possuem essa determinada característica. Um bom exemplo é o fator de ter quatro membros, característica dos mamíferos que foi herdada de um ancestral comum, podendo esse ser um proto-mamífero ou um réptil similar a um mamífero. No entanto, quando analisamos um organismo (micro seres) essa característica acaba não tendo serventia, pois os mesmos não possuem membro algum. Para os pesquisadores do tema, esse tipo de caracteres é chamado de plesiomórficos e quando esse caractere está presente em todos os componentes do grupo que ele faz parte, chama-se simplesiomórfico.

Se o caractere for derivado, recebe o nome de apomorfias e se fizer parte apenas do grupo que será estudado recebe o nome de autapomorfias. Por exemplo, o fator bípede é uma característica dos hominídeos e no momento que não for compartilhada entre os demais primatas acaba recebendo o nome de autapomorfia. E se o caractere derivado servir para unir dois grupos, ele recebe o nome de sinapomorfia.

Um grupo é definido como monofilético quando o mesmo é composto por um complexo de sinapomorfias, isso quer dizer que esse grupo engloba todos os descendentes de um ancestral comum. Já um grupo que pode ser identificado apenas por um conjunto de características plesiomórficas e apomórficas é definido como parafilético, ou seja, os indivíduos desse grupo se assemelham em alguns dos descendentes de um ancestral comum e não todos. E finalmente chegamos ao grupo polifilético, que é aquele no qual os integrantes do mesmo são distintos e são descendentes de um ancestral também distinto.


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