Clorofluorcarboneto

Também conhecido como CFC, o clorofluorcaboneto é tido como a principal causa do buraco na camada de ozônio. O componente é extremamente tóxico na…


Também conhecido como CFC, o clorofluorcaboneto é tido como a principal causa do buraco na camada de ozônio. O componente é extremamente tóxico na atmosfera, podendo permanecer por lá durante 75 anos e, só então, ser destruído. Muito usado como solvente, propelente – gás em sprays –, expansor de plásticos e como elemento de refrigeração em freezers, geladeiras e ar condicionados, seu uso tem sido combatido desde que se descobriu os danos que pode causar.

Clorofluorcarboneto

Foto: Reprodução

Fotólise

O CFC é, aproximadamente, 15 mil vezes mais nocivo à camada de ozônio do que o CO2 – dióxido de carbônio – devido à uma reação que sofre ao se concentrar na estratosfera após ser liberado na atmosfera. Essa reação, conhecida como fotólise, consiste na decomposição do CFC diante da submissão à radiação ultravioleta. Ele, então, se decompõe e libera o Cloro, radical livre, que acaba reagindo com o ozônio, decompondo este último em oxigênio gasoso e monóxido de cloro.

O monóxido, por sua vez, reage novamente com o ozônio e libera mais duas moléculas de oxigênio gasoso e uma de cloro. Esta de cloro reagirá novamente com o ozônio, repetindo interminavelmente o ciclo até se tornar uma substância mais densa. Esta somente irá parar de reagir ao ser levada para camadas mais baixas, ou ainda com substâncias reagentes que formem ligações fortes que resistam à fotólise.

História

O início da produção do clorofluorcarboneto se deu no ano de 1928, sendo uma alternativa considerada promissora aos gases usados na época. Criado pela General Motors, o produto era considerado uma mina de ouro na época, pois era fácil de estocar e barato de produzir, além de ser bastante versátil e estável.

A descoberta que mudou essa visão do CFC se deu no ano de 1974, quando químicos norte-americanos disseram que o CFC, apesar de inofensivo à nós, causava sérios danos à camada de ozônio. A afirmação foi confirmada com a observação de que na região, a concentração de monóxido de cloro era 100 vezes maior do que em qualquer lugar do planeta.

Foi realizada, então, uma convenção que ficou conhecida como Convenção de Viena para a Proteção da Camada de Ozônio, no ano de 1985. A partir de então, foram feitos novos estudos que determinaram a assinatura do Protocolo de Montreal no ano de 1987, banindo gradativamente o uso do CFC e garantindo a sua substituição por outros fases. No ano de 1990 o Brasil aderiu à esse protocolo com uma meta: até 2010 teria banido o CFC.


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