Como foi descoberta a injeção de insulina contra o diabetes

No século XX, o único tratamento para a diabetes era uma dieta baixa de hidratos de carbono e alta em gorduras e proteínas. Em 1923 isso mudou


Algumas doenças, atualmente, são tão comuns na sociedade que nós nem imaginamos que no passado elas foram responsáveis por diversas mortes, uma vez que eram desconhecidas e não tinha nenhum tratamento adequado para elas.

Entre essas enfermidades está a diabetes. Até o ano de 1920, sua causa era desconhecida por completo e a cura era inexplorada. Com isso, muitas mortes foram confirmadas com os sintomas dessa doença.

No começo do século XX, o único tratamento dessa doença mortal consistia em uma dieta baixa de hidratos de carbono e alta em gorduras e proteínas, essa técnica auxiliava os doentes a viverem por mais um ano, contrariando a estatística de que a maioria morria dias após o diagnóstico.

Hoje a diabetes se multiplicou de maneira exponencial, devido aos maus hábitos alimentares que durante as últimas décadas foram adotados por grande parte da população.

Porém, com a invenção da injeção de insulina pacientes conseguem controlar a doença, prolongar a vida e levá-la de uma forma mais leve.

Injeção de insulina contra o diabetes

Foto: depositphotos

Os caminhos até a invenção da insulina

Nenhuma pesquisa se comprova da noite para o dia, com a descoberta do diabetes e com os modos para controlar a doença não foi diferente.

Foram necessários muitos anos para encontrar respostas sobre esse mal. No final do século XIX, os médicos alemães Joseph von Mering e Oskar Minkowski foram os primeiros a conseguirem algumas elucidações.

De acordo com eles, ao extrair o pâncreas de um animal (no caso deles foi um cachorro) ele padeceria com a diabetes, o que ligava o problema com esse órgão do corpo.

Já no século XX, o patologista americano Eugene Opie descobriu as ilhotas de Langerhans, formadas por mudanças degenerativas de células pancreáticas e a relação do mau funcionamento dessas células com a diabetes.

Já Edward Allbert Sharpey-Schafer fez a maior descoberta até então, pois ele percebeu que a função do pâncreas é transformar em energia o açúcar ingerido através dos alimentos, isto é, ele o converte em insulina que é levada por todo o sangue.

A partir de então ficou fácil detectar que quando há um mau funcionamento do pâncreas, a quantidade de açúcar aumenta consideravelmente no sangue, pois ele não é transformado em insulina.

Assim ocorre no corpo a chamada hiperglicemia, acarretando sérios transtornos que atacam a saúde do paciente.

Mas, o que realmente comprovou a teoria de que a causa da diabetes era a falta de insulina que metaboliza o açúcar, foram os experimentos feitos pelos cientistas canadenses Charles Best, John J. Rickard Macleod e Frederick Banting.

Os três conseguiram extrair a insulina de animais de laboratórios, esses apresentaram a diabetes e logo após os pesquisadores estabeleceram um programa de injeção dessa substância e a condição natural desses animais foi devolvida.

Os avanços dessas substâncias

Os testes foram feitos com pessoas diabéticas e a primeira delas foi o jovem Leonard Thompson. A insulina aplicada no adolescente foi retirada do pâncreas de gado de matadouro, mas os resultados foram satisfatórios, tendo em vista que o paciente apresentou melhora.

Isso fez com que a substância se tornasse um produto facilmente adquirido. Então, a partir de 1923, muitas vidas foram salvas usando essa técnica de controle da doença.

Posteriormente, na década de 80, a engenharia genética obteve a insulina humana, o que se tornou um dos maiores acontecimentos médicos do século XX.

Atualmente, existem as famosas canetas de insulina, que dão a oportunidade dos próprios diabéticos injetar a quantidade necessária no sangue, sem sair de casa.

Isso facilitou a vida dos que sofrem com as restrições e consequências dessa doença.


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