Como funciona o processo eleitoral americano

As eleições presidenciais norte-americanas são divididas em etapas e podem ser iniciadas um ano e meio antes da data oficial da votação


O mundo volta os olhos para os Estados Unidos quando o assunto é a eleição presidencial norte-americana, tendo em vista que este país é uma das superpotências do Planeta e, por esta razão, a escolha de determinados candidatos pode interferir de forma benéfica ou não na economia mundial. Por exemplo, durante esse período, a bolsa de valores sofre variações bruscas, que são consequências das preocupações a respeito deste processo eleitoral.

Contudo, apesar de ser um processo importante não só para os Estados Unidos, mas também para outros países, as eleições norte-americanas são complexas e poucos são os que realmente entendem como ocorrem a escolha dos candidatos, e, por fim, do presidente. Isso porque, elas são divididas em etapas que começam a ser colocadas em prática aproximadamente um ano e meio antes da data da eleição.

Primeiro passo: compreendendo conceitos

Antes de conhecer as etapas das eleições, é importante compreender alguns conceitos aplicadas a estas. Por exemplo, dois termos bastante utilizados no período eleitoral norte-americano são caucus e primárias, dois diferentes procedimentos utilizados para escolher os delegados dos Estados americanos. No primeiro caso, a escolha é feita entre ambientes como escolas, residências e prédios públicos. Já nas primárias, a votação ocorre de maneira tradicional, quando eleitores escolhem seus representantes por meio de cédulas.

Além destes termos, existe ainda a “super terça”, que é o dia em que ocorre as primárias em vários estados de maneira simultânea. Há também um termo em inglês chamado de swing states, que significa “Estados decisivos”. Este último refere-se aos locais onde nenhum dos dois partidos principais, isto é, Democrata e Republicano, são maioria. Assim, nas eleições finais são Estados que podem decidir a vitória de algum candidato, são exemplos: Flórida, Ohio, Virgínia, Colorado e Nevada.

O processo eleitoral americano. Entenda

Foto: Depositphotos

As eleições de fato

Como já foi mencionado, nos Estados Unidos dois partidos se destacam entre os demais, são eles: o Partido Democrata e o Partido Republicano. Nas eleições brasileiras, um candidato é escolhido dentro do partido e lançado para concorrer à presidência. Todavia, nos EUA o processo é diferente. Primeiramente, quem deseja concorrer ao cargo maior deste país, precisa criar comitês e estudar a possibilidade de candidatura. Além disso, é preciso arrecadar fundos para a campanha.

Se o caminho estiver favorável para o político, os passos seguintes são lançar a candidatura e buscar ajuda nos 50 Estados que formam o EUA. O intuito, nesta etapa, é conseguir o máximo de delegados possíveis. Estes, por sua vez, serão votados pelos eleitores que acreditam no partido que os delegados apoiam.

Os delegados são eleitores “especiais”, que fazem reuniões e participam de convenções promovidas pelos partidos. Portanto, eles serão responsáveis por decidir quem de fato será o presidente dos Estados Unidos.

Curiosidades sobre o processo eleitoral americano

O voto não é obrigatório nos Estados Unidos, diferentemente do Brasil. Para os brasileiros que não votarem, cabe a estes justificarem a ausência, e, caso não o faça, é obrigatório o pagamento de uma taxa, com o intuito de regularizar o título de eleitor. Outra característica dos EUA é que as eleições são feitas em urnas de papel e não eletrônicas como no Brasil.


Reportar erro