Comunidade dos Estados Independentes (CEI)

Este grupo político e econômico surgiu da necessidade de defesa que os países recém independentes da União Soviética tinham em 1991


Em 1991 o mundo viu a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) se desmembrar, pondo fim a bipolaridade econômica que antes existia, levando em consideração o socialismo da Rússia e o capitalismo dos Estados Unidos. A partir de então, todas as demais nações integrantes da URSS declararam independência, mas, mesmo assim sentiam a necessidade de se manterem unidas em forma de defesa. Portanto, no dia 8 de dezembro de mesmo ano, surge a Comunidade dos Estados Independentes (CEI).

Os primeiros países a adentrarem no novo grupo econômico foram Bielorússia, Ucrânia e Rússia. Com duas semanas após a criação, outras nações também se interessaram pelos projetos da comunidade e entraram como membros fundadores, no total, foram oito: Armênia, Azerbaijão, Cazaquistão, Moldávia, Quirquistão, Tadjiquistão, Uzbequistão e do Turcomenistão. A Geórgia, por sua vez, recusou o convite de participar até 1993, quando cedeu. Porém, saiu em 2009. Letônia, Estônia e Lituânia desde suas independências, nunca fizeram parte do CEI.

Estruturas e objetivos da Comunidade

A sede do grupo fica situada em Minsk, na Bielorrússia. Aproximadamente 274 milhões de habitantes fazem parte do CEI, sendo 140,8 milhões só na Rússia. Atualmente, a Comunidade dos Estados Independentes está dividida em dois conselhos administrativos. O primeiro é formado pelos chefes do governo. Já o segundo por chefes do Estado.

Comunidade dos Estados Independentes (CEI)

Imagem: Reprodução/ internet

O que une toda essa população são as propostas iniciais do projeto, pois este visa a instalação de uma esfera econômica comum, o combate contra os delitos, preservação do meio ambiente, organização na política exterior e imigração, e a autonomia de cada nação independente. Assim, há também uma forte descentralização do poder entre os países membros, mesmo a participação da Rússia tendo visivelmente mais destaque. Essa presença notória da nação russa se deve, principalmente, ao seu poder militar, econômico e político. E, por essa razão, na prática, a Rússia exerce sempre uma pressão em diversos assuntos que circundam os outros países da comunidade.

Conflitos e inseguranças

Mesmo se colocando como uma saída benéfica à população que reside em países recém independentes, o CEI não consegue cumprir com todos os acordos firmados na formação do grupo. Dentro da Comunidade há países que disputam entre si. Como exemplo pode-se citar as guerras civis na Geórgia, Moldávia, Tajikistão e na região do norte do Cáucaso da Rússia. Além disso, conflitos entre Armênia e o Azerbaijão também são comuns.

Diante destas dificuldades bélicas, portanto, é possível observar com clareza as fragilidades do CEI. São lutas que envolvem etnia e região, dois dos maiores problemas desses países.


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