Concordância verbal

O termo concordância verbal refere-se à forma correta de flexionar um determinado verbo, considerando número e pessoa em relação ao sujeito da oração. Para…


O termo concordância verbal refere-se à forma correta de flexionar um determinado verbo, considerando número e pessoa em relação ao sujeito da oração. Para entendermos melhor o conceito, vamos para alguns exemplos e pequenas explicações?

Exemplos

Quando temos a frase “Ela sabia bem do que eles gostavam”, o verbo se flexiona para concordar com o sujeito, certo? Vamos conferir alguns casos de concordância verbal e exemplos a seguir.

Sujeito simples

Neste caso o verbo deve concordar com o núcleo do sujeito em número e pessoa. Por exemplo “Nós vamos ao parque”. Assim, temos o verbo “vamos” que está na primeira pessoa do plural, concordando com o sujeito “nós”.

Casos especiais

Existem, no entanto, alguns casos especiais. Por exemplo, quando o sujeito é um coletivo, o verbo deve ficar no singular. “A multidão avançou pelas ruas”. Mas atenção: quando o coletivo vem especificado, pode ser mantido no singular ou ainda ir para o plural. Por exemplo: “A multidão de professores avançou pelas ruas” ou ainda “A multidão de professores avançaram pelas ruas”.

Concordância verbal

Foto: Reprodução

Outra exceção é a dos coletivos partitivos, em que o verbo fica no singular ou vai para o plural. Neste caso, estamos falando de “metade”, “a maior parte”, “maioria”, entre outros. Confira um exemplo: “A maioria dos alunos entregou a atividade” ou “A maioria dos alunos entregaram a atividade”. Entenderam?

Temos ainda mais um dos casos especiais, quando o sujeito é um pronome de tratamento: neste caso, o verbo deve sempre ficar na 3ª pessoa do singular ou do plural. Por exemplo “Vossa Alteza pediu silêncio” ou “Vossas Altezas pediram silêncio”.

Quando o sujeito for o pronome relativo “que”, o verbo deve concordar com o antecedente do pronome “Fomos nós que destruímos o castelo de areia”, “Fui eu que destruí o castelo de areia”. Já quando for “quem”, vale a mesma regra, ou deve-se manter o verbo na 3ª pessoa do singular.

E em último caso especial, quando o sujeito é formado por expressões como “alguns de nós”, “poucos de vós”, etc., o verbo pode concordar com o pronome interrogativo ou indefinido, ou ainda com o pronome pessoal.

Sujeito composto

De uma forma geral, o verbo, neste caso, vai para o plural. Por exemplo “Ana e Juliana foram passear”.

Casos especiais

Assim como nos sujeitos simples, nos sujeitos compostos também existem casos especiais. Quando tratar-se de núcleos do sujeito que são constituídos de pessoas gramaticais diferentes, como eu e ele, por exemplo, o verbo deve ficar no plural. Quando estiverem os núcleos coordenados assindeticamente ou ligados por e, o verbo deve concordar com os dois núcleos e, quando forem sinônimos ou quase e estiverem no singular, o verbo poderá ficar no singular ou plural. Por exemplo: “A angústia e a ansiedade não o ajudava/ajudavam a se concentrar”.


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