Confira quais são os maiores pecados possíveis em uma redação

Conheça os pecados mais cometidos na elaboração de uma redação. Saiba aqui como criar uma redação de qualidade e o que deve ser evitado


Sempre que finalizamos uma redação fica uma dúvida no ar. Será que ficou bom?

Quando verificamos a correção, encontramos algumas falhas que poderíamos evitar com toda certeza, no entanto, passam despercebidas.

Isso sem falar no famoso “branco mental” onde o aluno se esquece de todos os argumentos possíveis para a elaboração de uma boa redação.

Neste artigo vamos conhecer algumas dicas dos principais pecados que cometemos facilmente (e muitas vezes sem perceber) durante a elaboração de uma redação, confira!

Confira quais são os maiores pecados na redação

Foto: depositphotos

Trocar o gênero ou tipo textual

Na língua portuguesa encontramos diversos tipos de gêneros textuais, por exemplo: romance, artigo de opinião, conto, debate, biografia e fábula, entre outros.

Sendo assim se o ENEM, vestibular ou em alguma prova de concurso público, por exemplo, pedir ao aluno uma redação em formato de dissertação argumentativa e o aluno realizar a redação em formato de notícia, o mesmo terá a sua nota anulada.

Por isso é muito importante que o aluno domine o gênero e o tipo textual.

Fugir do tema

O tema sugere uma dissertação sobre a economia mundial, mas o aluno insiste em escrever algumas linhas sobre a sua banda favorita.

Quando a redação possui um tema, o examinador espera que o aluno escreva sobre esse tema. Fugir do tema é ter possivelmente uma nota anulada, e consequentemente um “adeus” aquela vaga no concurso, faculdade ou ENEM.

De fato o examinador não espera que o aluno seja um perito em economia mundial, muito menos que saiba todos os detalhes sobre o processo de reestruturação econômica dos países subdesenvolvidos.

No entanto, o examinador quer saber se o aluno consegue se expressar de forma compreensível e eficiente através de uma folha de papel, é claro que, sempre focado no tema.

Uso impróprio da linguagem oral

É o uso impróprio da maneira como o aluno fala, por exemplo: “mãe, tipo assim, não dá né!”, frases que indicam que o aluno parece estar conversando com o examinador.

Os verbos podem até estar em terceira pessoa, mas o aluno utiliza-se de ferramentas da linguagem oral em sua redação, com toda certeza, devem ser evitados.

Rebuscar a redação exageradamente

Desde quando fazer uma boa redação é escrever de maneira rebuscada e difícil? Escrever bem é escrever de maneira clara e objetiva, sem precisar utilizar palavras difíceis.

De fato ter um vocabulário rico ajuda o aluno a buscar por sinônimos e a não repetir palavras, mas isso não significa que o aluno necessite utilizar palavras e linguajar complexo ao longo de sua redação.

Cometer erros de língua portuguesa

Aqui o aluno deve ter cuidado com as palavras e com a pontuação em geral da redação. Caso o aluno tenha dúvida em relação a escrita de uma determinada palavra, busque por outros sinônimos garantindo assim, a escrita correta.

Usar clichês ou provérbios

Utilizar clichês e provérbios na redação mostra que o aluno possui falta de criatividade, como, por exemplo: “água mole pedra dura tanto bate até que fura”.

Entendemos como clichês as repetições de expressões, ideias ou palavras, que pelo uso constante e popularizado, nada mais significam, como, por exemplo: “lindo dia de sol”, “abraço cheio de emoção”, “beijo doce e caramelado”, “família unida” e “paixão intensa e eterna”.

Panfletar ou radicalizar

Termos como, por exemplo: “vamos nos unir para mudar o Brasil” ou “o Brasil acordou, vamos para rua”.

Termos exagerados, onde praticamente é visível o discurso chulo de um político. Evite frases populares e comuns, mostre ao examinador mais criatividade, utilize-se de argumentos diferenciados e novas ideias.

Usar citações sem cuidado

Existem dois tipos de citação:

  • A citação literal do autor: o aluno escreve a citação nas palavras do autor utilizando-se de aspas (“”);
  • A citação parafraseada: é quando o aluno lê um texto e explica com suas próprias palavras do que se trata. Neste caso não se utiliza as aspas.

No entanto, em ambas as formas de citação é necessário que o aluno cite a fonte, a origem daquela frase em questão, por exemplo:

William Shakespeare disse: “Ser ou não ser eis a questão”.

Disse William Shakespeare que pode ser ou pode não ser, isso é apenas uma questão.

Caso o aluno não mencione a origem de sua citação, pode ser acusado de plágio e perder nota em função disso.

Exagerar nas informações

Acontece quando o aluno sabe muita coisa a respeito do tema abordado e por isso decide falar tudo a respeito em sua redação.

Neste caso não é necessário abordar tudo sobre o assunto, cite as partes mais importantes, ou todas, no entanto, desenvolva apenas a respeito dos tópicos mais importantes.

Um texto recheado de informação pode acabar se tornando um texto sem coerência e confuso. Muitas vezes o examinador pode até perceber que o aluno domina o tema, no entanto, não soube como repassar a informação.

Abusar da redundância

O abuso de redundância é o famoso “encher linguiça”, quando o aluno necessita preencher um número limite de linhas dentro da redação.

Escrever desta forma é como andar em círculos, não deixando as ideias saírem do lugar. É importante que o aluno invista em acontecimentos importantes para a sua narrativa.

Dica: realize um roteiro (antes de escrever a redação definitiva), sobre como a história deve se desenvolver. Este método ajuda o aluno a não se perder durante o processo de criação da redação.


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