Conhecendo as expressões idiomáticas brasileiras

Cada idioma possui as suas próprias expressões idiomáticas, que estão presentes nas conversas do dia a dia, nos noticiários, em filmes e letras de música


“Já passou da hora de você abrir o jogo comigo!” Nesta frase entre aspas, há uma expressão idiomática, que existe em todas as línguas e varia de país para país, cultura para cultura, e que também depende de outros fatores como variações de espaço e de tempo.

As expressões idiomáticas, também chamadas de idiotismos, ocorrem quando um termo ou frase apresenta um significado diferente daquele que os vocábulos costumam apresentar quando estão separados, e por este motivo, a compreensão da expressão se dá de maneira global.

Cada idioma possui as suas próprias expressões idiomáticas, que estão presentes nas conversas do dia a dia, nos noticiários, em filmes, letras de música etc., e a sua tradução literal não faz sentido em outra língua.

As curiosas expressões idiomáticas utilizadas no Brasil

A língua portuguesa é muito rica e contém muitas expressões idiomáticas curiosas que são utilizadas pelos falantes em diversas situações.

Ilustração de boneco falante

Ilustração: Depositphotos

Confira a seguir algumas curiosas expressões idiomáticas correntes no Brasil:

A

Abotoar o paletó – Morrer.
Abrir o coração – Desabafar; declarar-se sinceramente.
Abrir o jogo – Revelar detalhes.
Abrir os olhos a alguém – Alertar.
Acertar na mosca – Acertar com precisão.
Arregaçar as mangas – Iniciar algo.

B

Bater as botas – Morrer.
Bater na mesma tecla – Insistir.
Baixar a bola – Acalmar-se.

C

Comprar gato por lebre – Ser enganado.
Chutar o balde – Agir irresponsavelmente em relação a um problema,

D

Dar com o nariz na porta – Decepcionar-se, procurar e não encontrar.
Dar o braço a torcer – Voltar atrás em uma decisão.
Dar com a língua nos dentes – Contar um segredo.
Dar uma mão – Ajudar.

E

Engolir sapos – Fazer algo contrariado; ser alvo de contrariedades sem reagir, acumulando ressentimento.
Estar com a cabeça nas nuvens – Estar distraído.
Estar com a corda no pescoço – Estar ameaçado, sob pressão ou com problemas financeiros.
Estar com a faca e o queijo na mão – Estar com condições para resolver algo.
Estar com a pulga atrás da orelha – Estar desconfiado.
Estar com aperto no coração – Estar angustiado.

F

Fazer tempestade em copo d’água – Transformar banalidade em tragédia.
Fazer vista grossa – Fingir que não viu, relevar, negligenciar.

G

Gritar a plenos pulmões – Gritar com toda a força

I

Ir pentear macacos – Ir chatear outra pessoa.

L

Lavar roupa suja – Discutir assunto particular

M

Meter os pés pelas mãos – Agir desajeitadamente ou com pressa; confundir-se no raciocínio.
Meter o rabo entre as pernas – Submeter-se.

O

Onde Judas perdeu as botas – Lugar remoto.
O gato comeu a língua – Diz-se de pessoa calada.

P

Pendurar as chuteiras – Aposentar-se, desistir.
Pensar na morte da bezerra – Estar distraído/a.
Pôr as barbas de molho – Precaver-se
Pôr mãos à obra – Trabalhar com afinco.

R

Riscar do mapa – Fazer desaparecer

T

Tirar o cavalo (ou cavalinho) da chuva – Desistir com relutância por motivo de força maior.

 

*Débora Silva é graduada em Letras (Licenciatura em Língua Portuguesa e suas Literaturas). 


Reportar erro