Crise do socialismo

Quando falamos em uma razão para o socialismo, como sendo a instauração de uma nova organização social em que não haja mais exploração e,…


Quando falamos em uma razão para o socialismo, como sendo a instauração de uma nova organização social em que não haja mais exploração e, dessa forma, classes sociais e opressão política, podemos dizer que o socialismo nunca deixou de estar em crise, uma vez que nele não obtém triunfo. Mas quando começaram as crises?

Crise do socialismo

Foto: Reprodução

Contexto histórico

Com uma economia planificada – guiada por planos determinados pelo Estado sobre o que e como produzir – a União Soviética viveu, desde a sua criação no ano de 1922, o socialismo. A URSS sofreu um grande crescimento econômico devido ao investimento realizado em máquinas e equipamentos, mas a partir da década de 1970, houve uma estagnação, pois a economia não conseguia acompanhar os avanços técnico-científicos da época.

Com o Estado como agente centralizador e controlador da economia, o modelo soviético permitia que toda a população tivesse acesso à produção. No entanto, com o poder centralizado, havia o controle excessivo, além da corrupção e da falta de motivação, que tornaram mais altos os custos da produção. Entre outros fatores, ainda havia a estrutura de partido político único, que dava privilégios aos altos dirigentes, além de reduzir a liberdade dos cidadãos, dificultando o desenvolvimento da URSS.

No ano de 1985, Mikhail Gorbachev assumiu o poder e propôs reformas que encontraram resistência no comando do Estado, mas obtiveram apoio de quadros econômicos. Em seu governo, que foi de 1985 a 1991, Gorbachev buscava a transformação do socialismo soviético com reformas de reestruturação econômica – Perestroika – e de abertura política – Glasnost.

Programa Glasnost

Com esse programa, ele buscava reintroduzir um estado constitucional e democrático, mas para isso, era necessária uma separação entre o Partido Comunista Soviético e o Estado, ou seja, o fim do unipartidarismo. O programa consistia em várias medidas que, juntas, garantiam a abertura democrática e maior liberdade de expressão e imprensa.

Programa Perestroika

A perestroika consistia em um conjunto de reformas que objetivavam a modernização da economia soviética, tornando permitidas, inclusive, as entradas de empresas transnacionais de países capitalistas.

Governo

Com isso, ele conseguiu uma aproximação com os Estados Unidos – resultando em assinaturas de vários tratados de redução do arsenal nuclear -, no entanto, em seu próprio país, o governante encontrou problemas. Haviam, dessa forma, dois grupos distintos: os que queriam reformas rápidas que tivessem como destino o capitalismo, e outros que não queriam nenhuma mudança.

De uma forma gradual, todos os países com governos socialistas pró soviéticos começaram a entrar em crise e cair. A crise agravou-se ao final dos anos 80 e início dos anos 90, quando algumas das 15 repúblicas da União Soviética começaram a declarar-se independentes.

A Rússia era a principal república soviética. Lá, o principal adversário de Gorbachev assumiu o poder. Depois de uma tentativa falha de golpe militar vinda daqueles que não aceitavam as determinações de Gorbachev, a crise ficou ainda maior e, no ano de 1991 a União Soviética terminou, fragmentando-se em 15 nações independentes.


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