Dadaísmo

O movimento artístico da vanguarda artística moderna que teve início em Zurique, no ano de 1916, ficou conhecido como Dadaísmo. Ele começou durante a…


O movimento artístico da vanguarda artística moderna que teve início em Zurique, no ano de 1916, ficou conhecido como Dadaísmo. Ele começou durante a Primeira Guerra Mundial por um grupo de escritores, poetas e artistas plásticos no Cabaret Voltaire, cuja liderança estava nas mãos de Tristan Tzara, Hugo Ball e Hans Arp. No café onde surgiu o movimento, aconteciam constantemente apresentações de cantores e poetas que recitavam seus poemas.

O nome vem do francês, em que dada significa “cavalo de madeira”, marcando a falta de sentido que a linguagem pode ter, como por exemplo quando um bebê fala. Existe um mito que determina que esse nome foi escolhido aleatoriamente, indo totalmente contra os padrões da arte da época.

Como se deu?

O manifesto artístico, como citado anteriormente, teve seu início durante a Primeira Guerra e, em poucos anos, chegou em Barcelona, Berlim, Colônia, Hanôver, Nova York e Paris, onde seus seguidores, posteriormente, deram início ao surrealismo. Sua principal característica era a ruptura com as formas de arte tradicionais e, por isso, trata-se de um movimento com um conteúdo anárquico muito forte.

Dadaísmo

Foto: Reprodução

Características

Além da grande ruptura com os padrões tradicionais da arte, o dadaísmo tinha como elementos representativos e característicos os objetos comuns do cotidiano, que eram representados de uma forma nova e diferente dentro de um contexto artístico. Além disso, há uma forte irreverência artística, crítica ao capitalismo e ao consumismo, assim como uma ênfase no absurdo e nos temas e conteúdos ilógicos e o uso de diversos formados de expressão, usando objetos e sons do cotidiano, ou ainda fotografias, músicas, poesias e jornais, por exemplo, na composição das obras de arte plásticas.

Esse movimento foi marcado ainda por um forte caráter pessimista e irônico, principalmente em se tratando dos acontecimentos políticos do mundo. Os artistas proclamavam a antiarte de protesto, do escândalo, provocação e choque baseando-se no absurdo e nas coisas carentes de valor, inserindo, inclusive, o caos e a desordem em suas obras que rompiam totalmente com as antigas formas tradicionais de arte.

Esse movimento não foi contra outros movimentos ou escolas artísticas, mas surgiu, sim, como uma forma de rebelar-se contra o conceito de arte antes da I Guerra Mundial.

Artistas

Entre os principais artistas desse movimento, podemos citar Tristan Tzara, Marcel Duchamp, Hans Arp, Julius Evola, Francis Picabia, Max Ernst, Man Ray, Raoul Hausmann, Guillaume Apollinaire, Hugo Ball, Arthur Cravan, Jean Crotti, George Groszz, Richar Huelsenbeck, Marcel Janco, Clement Pansers, Hans Richter e Sophie Täuber.


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