Descubra quem foi a última pessoa guilhotinada na França

A França também é lembrada por suas decapitações pela guilhotina que, em quase dois séculos de uso, não poupou nem a realeza


A França é conhecida por suas peculiaridades na gastronomia, cinema, moda, arquitetura etc. Mas também é lembrada por suas decapitações pela guilhotina que, em quase dois séculos de uso, não poupou nem a realeza!

Foi nesse país onde se popularizou um aparelho possante para execução de pessoas: a guilhotina. O instrumento ganhou fama durante a Revolução Francesa (1789-1799), quando o médico francês Joseph-Ignace Guillotin conseguiu aprovar uma lei exigindo que todas as sentenças de morte fossem realizadas por “meio de uma máquina”.

Guillotin defendeu que este aparelho proporcionava uma morte mais “humana” do que outras técnicas, como enforcamento, fuzilamento ou decapitação com machado.

Descubra quem foi a última pessoa guilhotinada na França

Foto: depositphotos

Mas não foi o francês que inventou o aparelho de cortar cabeças. Guillotin, na verdade, apenas sugeriu a volta do eficiente método de execução humana.

Cerca de 50 guilhotinas foram instaladas em várias cidades francesas, e elas ficavam ativas por até seis horas por dia. Calculam-se 40 mil vítimas da guilhotina entre 1792 e 1799. No período do “Terror”, entre (1793 e 1795), constataram-se 15 mil mortes na guilhotina.

O uso da guilhotina continuou na França ao longo dos séculos 19 e 20, até sua última execução em 1977. Em setembro de 1981, a França proibiu a pena de morte. Mas há um museu dedicado à guilhotina em Liden, na Suécia.

Origens da Guilhotina

O aparelho que serviu para decapitar 2794 “inimigos da Revolução” em Paris, teria sido copiado de uma gravura do alemão Albrecht Dürer, feita no século XVI, na qual o ditador romano Tito Mânlio decapita seu próprio filho com um aparelho semelhante.

Há registros de que, durante a Idade Média, equipamentos de cortar cabeças já funcionavam na Alemanha. A partir do século XVI, na Inglaterra e na Escócia, surgiram versões mais aperfeiçoadas da guilhotina, que dariam origem à guilhotina francesa.

A primeira guilhotina francesa

A primeira máquina de decapitação francesa foi construída e testada em cadáveres no dia 25 de abril de 1792. Um assaltante de estradas foi a primeira pessoa a “inaugurar” a guilhotina na França revolucionária.

A lâmina oblíqua é francesa

No primeiro projeto da guilhotina francesa, havia uma lâmina horizontal. Mas o doutor Louis, célebre cirurgião da época recomendou em um relatório entregue em 7 de março de 1792, a construção de um aparelho a lâmina oblíqua, única maneira de matar todos os condenados com extrema rapidez, o que era impossível com uma lâmina horizontal.

O ritual de decapitação

A morte na guilhotina era um espetáculo para ver e ser visto por todos. Era um ritual lento, iniciado pelo carrasco que cruzava a cidade levando os condenados à praça. Esses desfiles duravam cerca de duas horas.

Em Paris, a Place de Grève era palco de execuções de crimes comuns. Já Place du Carroussel servia para os criminosos políticos.

Muitas decapitações poderiam acontecer em um dia só, por isso a execução era breve. Nem todos tinham tempo para dizer as últimas palavras.

O último guilhotinado

Foi na prisão Baumetes, em Marselha, na França, que a guilhotina foi usada pela última vez, em 10 de setembro 1977.

Hamida Djandoubi foi a última pessoa a ser guilhotinada na França. Ele era um imigrante tunisiano e foi condenado por tortura seguida de assassinato de sua ex-namorada, Elisabeth Bousquet, de 21 anos. Após ter perdido o seu último recurso, Djandoubi foi guilhotinado no alvorecer!

Famosos guilhotinados!

Danton

Um dos líderes do início da Revolução, acabou se opondo a Maximilien de Robespierre (grande mente por trás da Revolução) que o declarou inimigo da república. Foi executado ao lado do jornalista Camille Desmoulins, ex-melhor amigo de Robespierre.

Lavoisier

Considerado o pai da química moderna, Antoine Lavoisier foi condenado por “conspirar” contra a revolução.

Luís 16

Na Revolução Francesa mataram o próprio rei, condenado por alta traição.

Maria Antonieta

Nove meses após a execução de Luís 16, na Praça da Concórdia, foi a vez da rainha ser guilhotinada.


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