Epistemologia de Bachelard

Para o filósofo, nada na ciência é definitivo. Como na Filosofia do Não, onde a experiência nova diz não para a anterior. Porém, isso não seria ponto final


A palavra epistemologia vem do grego e significa conhecimento científico (episteme) e estudo (logos). Isto é, este termo se refere ao estudo do conhecimento científico, que em sua totalidade abrange toda a ciência. Vários pensadores dedicaram suas vidas a levantar hipóteses e comprovar as teorias a respeito do assunto. Dentre grandes nomes destaque para Gaston Bachelard, um filósofo francês considerado um dos mais importantes estudiosos contemporâneos e que teve seus pensamentos voltados, principalmente, para a filosofia da ciência.

Quem era Bachelard?

Nascido em 1884, Gaston Bachelard teve uma origem muito humilde, mas isso não foi suficiente para fazê-lo desistir dos estudos. Mesmo trabalhando sempre conciliou com os estudos, pois tinha como objetivo se tornar engenheiro. Após a eclosão da Primeira Guerra Mundial, esse sonho não pode se concretizar, então o jovem focou cadeiras de física e química. Com 35 anos também começou a estudar filosofia.

Em 1917, Bachelard defendeu a tese intitulada de “Um Ensaio sobre o Conhecimento Aproximado”. Depois disso, toda a sua vida foi dedicada aos preceitos da epistemologia, a qual ele atribuiu alguns obstáculos. Esses, por sua vez, eram responsáveis pela estagnação do conhecimento científico. As pesquisas só acabaram com a morte de Gaston, em 1962, na cidade de Paris.

Epistemologia de Bachelard

Foto: Reprodução/ internet

 

Principais conceitos de Bachelard

Para o filósofo, nada na ciência é definitivo. E a partir desse conceito Bachelard se destacou na época. Foi responsável pela criação de novos modelos de estudo, como o substancialismo, que dá ideia de substância; animismo, termo relacionado ao princípio de dar vida à matéria; e o imagismo, correspondente ao excesso de imagens.

De acordo com o pesquisador científico filosófico, o ramo da filosofia que interfere na ciência é aberta por natureza. Isto implica dizer que o espírito científico deve forma-se reformando suas bases. Assim como também não surge como uma atitude de recusa, mas sim como de reconciliação. Além do mais, a objetividade da ciência só se conclui quando a mesma se rompe com o objeto imediato.

Ainda segundo Gaston Bachelard, existe uma área no estudo filosófico conhecida pelo nome de “Filosofia do Não”. Nela, a experiência nova diz não para uma anterior. Todavia, essa resposta negativa jamais se torna um ponto definitivo no assunto. Uma vez que, o espírito do estudo sabe dialetizar seus princípios.


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