Estudo aponta que a Terra é, na verdade, ‘dois planetas’

A Terra que conhecemos atualmente, provavelmente, é a união de dois planetas: Theia e a antiga Terra


Você já ouviu falar que a Terra não é apenas um, mas dois planetas? Pode parecer loucura, mas um estudo pode ter trazido grandes revelações nesse sentido. Há uma hipótese bastante antiga que diz que um “embrião planetário” de nome Theia havia colidido com a Terra cerca de 4,5 bilhões de anos atrás, o que acabou formando a lua da Terra. Uma equipe que foi financiada pela NASA realizou uma nova pesquisa que inseriu uma reviravolta a essa ideia: Theia não pegou a Terra somente de raspão, como se afirma por aí, mas atingiu diretamente, fazendo com que a Terra absorvesse parte de Theia.

O choque

Com esse choque, portanto, a Terra teria absorvido parte de Theia, assim como a Lua da Terra que se formou no mesmo período. Isso, em outras palavras, significa que a Terra que conhecemos atualmente é a união de dois planetas: Theia e a antiga Terra. Segundo um comunicado do professor da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e autor da pesquisa, “Theia foi bem misturada tanto à Terra quanto à lua, e uniformemente dispersa entre os corpos”.

Estudo aponta que a Terra é, na verdade, dois planetas

Foto: Pixabay

O estudo

A equipe da UCLA fez um comparativo das assinaturas químicas das rochas lunares com as rochas vulcânicas encontradas no Havaí e no Arizona, nos Estados Unidos, para esse estudo. Se a hipótese do Grande Impacto fosse verdade e a Terra realmente tivesse sido atingida de raspão, a Lua seria basicamente composta por Theia, de forma que a Lua e a Terra teriam estruturas químicas diferentes.

O estudo, entretanto, comprova que isso é errado. Segundo Young, “Nós não vimos nenhuma diferença entre os isótopos de oxigênio da Terra e da Lua, eles são indistinguíveis”. É com essa afirmação que o estudo concluiu que os dois corpos colidiram de frente mesmo, de forma que Theia acabou se tornando grande parte não só da Lua, mas também do planeta Terra que conhecemos atualmente.


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