Evolução das espécies

Quando paramos para pensar a respeito da grande variedade de animais que existem na Terra, nos deparamos com uma imensidade de espécies, e então…


Quando paramos para pensar a respeito da grande variedade de animais que existem na Terra, nos deparamos com uma imensidade de espécies, e então fica a questão: como chegamos a essa variedade?

Existem muitas teorias, mas a primeira delas foi elaborada por Lamarck, um naturalista francês, no ano de 1809 – mesmo ano em que nasceu Charles Darwin, outra importante figura neste segmento. Muitos estudiosos, mesmo antes de Lamarck, já haviam observado a capacidade que os seres vivos tem de mudar, adaptar-se e evoluir, mas não haviam hipóteses sistematizadas.

Teorias antigas

As teorias antigas envolviam algumas ideias como, por exemplo, o transformismo. Nesta, os animais se transformavam com o decorrer do tempo. No caso do fixismo, a teoria diz que as espécies mantêm-se invariáveis ao longo do tempo, sendo totalmente imutáveis. De acordo com essa teoria, os animais são distintos, pois assim foram criados. Por fim, o catastrofismo é uma teoria que envolvia os fósseis. Essa dizia que os fósseis eram restos de seres que existiram algum tempo atrás, totalmente diferentes dos atuais. Para o criador desta teoria, houveram várias catástrofes na Terra, e das espécies remanescentes surgiram os animais que povoaram o mundo.

Evolução das espécies

Foto: Reprodução

Lamarck e os primeiros evolucionistas

De acordo com a teoria de Lamarck, as girafas, com o passar dos anos, desenvolveram patas e pescoços mais longos, pois anteriormente, quando tinham tudo em tamanho normal, foram estimuladas pela falta de alimentos, trocando então a sua dieta para folhas de árvores. Era preciso, no entanto, algum esforço para que a copa das árvores fosse alcançada, de forma que, com o tempo passando, as folhas mais baixas também deixavam de estar disponíveis, e era necessário esticar-se um pouco mais. Assim, os pescoços e patas começaram a aumentar de geração em geração, permitindo que se alimentassem das folhas, mesmo que mais altas.

Seleção natural

Charles Darwin, junto à Alfred Russel Wallace, são os pais da teoria evolutiva que, atualmente, é a mais aceita. Essa baseia-se em três princípios. O primeiro é a elevada capacidade reprodutora dos seres vivos. Ou seja, era possível notar que os animais produziam mais descendentes do que se podia observar em fase adulta.

O segundo, em contrapartida, foi a variabilidade da descendência: mesmo os filhos de mesmo casal não são idênticos e, apesar de a maioria das diferenças não faz muita diferença, mas muitas das outras são cruciais. Em terceiro lugar, a atuação da seleção natural. Neste caso, as espécies podem viver uma situação de superpopulação, mas em um meio em que os recursos são escassos. Nesse caso, começa a surgir a necessidade de lutar por sua sobrevivência, e com isso somente os que são mais fortes e mais adaptados conseguirão sobreviver e, consequentemente, transferir suas características aos seus descendentes.

Nessa situação, podemos usar o mesmo exemplo da girafa. Neste caso, acredita-se que algumas girafas tinham pescoço e patas mais longos do que as outras, o que permitia que chegassem ao alimento com mais facilidade. Com isso, essas sobreviviam, reproduziam-se e passavam essas características aos seus filhos.


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