Fases da Revolução Francesa

Inserida em um quadro de revoluções que tiveram início na América do Norte no ano de 1770, a Revolução Francesa não foi um movimento…


Inserida em um quadro de revoluções que tiveram início na América do Norte no ano de 1770, a Revolução Francesa não foi um movimento isolado, mas apenas um dos que envolveram uma ampla revolução que assolou todo o Ocidente, atingindo seu ponto máximo na França. Houveram três fases da Revolução Francesa, que serão explicadas em tópicos a seguir.

Fases da Revolução Francesa

Foto: Reprodução

Primeira fase

Durante a primeira fase, foi fundada a Monarquia Parlamentarista ou Constitucional. A Assembleia Nacional Constituinte, na fase que durou de 1789 a 1792, confiscou os bens do clero francês, que foram usados para superar a crise financeira. O clero começa a reagir, mas a Assembleia determina a Constituição Civil do Clero, tornando-os funcionários do estado e, consequentemente, quaisquer ações de rebeldia seriam punidas com prisão. O rei começa a conspirar com emigrados no exterior para invadir a França e derrubar o governo, restaurando o absolutismo. O monarca foge para a Prússia, mas é reconhecido por camponeses e preso. Começa a indicação para a Constituição de 1791, que seria votada e, se aprovada, estabeleceria que na França prevaleceria a Monarquia Parlamentar – o rei teria limitações diante da atuação do poder legislativo, que seria escolhido por meio de voto censitário. Com isso, o poder continuava dominado por uma pequena parte da população – a alta burguesia. A primeira fase teve fim com a radicalização do movimento revolucionário quando, Robespierre – próximo do povo, pertencente ao partido dos Jacobinos ou Montanheses – e seus seguidores incitaram a população a pegar armas e lutar contra as forças conservadoras e a Assembleia.

Segunda fase

Considerada a fase mais radical, a 2ª fase foi marcada pela tomada do comando da revolução pelos Jacobinos, liderados por Robespierre. Com duração entre os anos de 1792 e 1794/95, essa foi a fase mais popular do movimento. No entanto, antes da queda da Monarquia Parlamentar, a burguesia chegou a proclamar a República Girondina, decidindo, devido as tensões do momento, tirar o poder do rei e transferi-lo para si, fazendo com que caísse a monarquia na França.

A Assembleia, no ano de 1792, aprovou a declaração de guerra contra a Áustria, mas a burguesia e a aristocracia tinham razões diferentes para levar a guerra adiante: para aqueles, a guerra seria breve e vitoriosa. Já para estes, seria a esperança do retorno ao velho regime. A aristocracia e o rei traíram o movimento da França revolucionaria, e Luiz XVI e Maria Antonieta foram presos e decapitados como traidores.

Com a queda da República Girondina, os Jacobinos declararam a sua nova república e, junto com ela, a Constituição de 1793. Nela ficou determinado que todos os cidadãos, homens e maiores de idade votarim, a lei do máximo, venda de bens públicos para recompor finanças, reforma agrária, extinção da escravidão negra nas colônias e a criação do tribunal revolucionário.

Nessa fase, aconteceu a Era do Terror, implantada por Robespierre. Durante essa era, ele agiu de modo ditatorial objetivando alcançar um governo democrático, condenando todos os que eram considerados suspeitos à guilhotina. Foi então organizado um Golpe de Estado pelos próprios jacobinos, o golpe “9 do termidor”.

Terceira fase

O golpe de estado conhecido como Reação Termidoriana, organizado pela alta burguesia financeira marcou o fim da participação popular no movimento revolucionário nessa fase que foi de 1795 a 1815. Foi criado o novo governo denominado Diretório (1795-1799), que tinha aliança com o exército e elaborou a nova constituição. O governo, no entanto, não era respeitado pelas outras camadas sociais, que acreditavam na necessidade de uma ditadura militar, ou uma espada salvadora que pudesse manter a ordem. Foi quando surgiu Napoleão Bonaparte, general francês popular na época.


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