Filosofia de Umberto Galimberti

Entenda a filosofia de Umberto Galimberti, saiba quem ele foi e quais suas principais ideias e pensamentos


Nascido em Monza, cidade italiana, no ano de 1942, Umberto Galimberti é um filósofo, psicanalista e professor universitário que integrou a Associação Internacional de Psicologia Analítica, além de ter sido vice-presidente da Associazione Italiana per la Consulenza Filosofica Phronesis.

Obras

Durante sua vida e carreira, foi guia intelectual de Karls Jaspers, filósofo e psiquiatra alemão. Dedicou três de suas obras à Karl Jaspers e Heidegger, e estuda a antropologia filosófica e a psicologia analítica.

Sua obra mais conhecida foi a que lhe concedeu o prêmio Nacional Corrado Álvaro, em 2001: a “Rastros do Sagrado”. Recebeu ainda outras condecorações literárias e traduziu diversas obras de Heidegger para o Italiano.

Filosofia de Umberto Galimberti

Foto: Reprodução/ internet

Atualmente, o pensador é colunista do La Repubblica, um dos mais famosos jornais da Itália. Conta com 17 obras publicadas, e entre elas estão “Cristianesimo”, “La religione dal cielo vuoto”, “II viandante dela filosofia”, “Psiche e Techne”, entre outras.

Pensamento

Suas reflexões, de uma forma geral, giram em torno da interação do homem com a tecnologia do mundo atual. Ele vê a técnica como uma característica da sociedade ocidental, sendo, dessa forma, um elemento essencial para a sua definição.

Apesar do olhar sereno, Umberto Galimberti não tem ações comedidas na hora de defender as suas posições teóricas e sua análise sobre as sociedades tecnocientíficas. “Não temos que entender a palavra técnica como máquinas, isso é tecnologia. Temos que entender a palavra técnica como um tipo de racionalidade, que consiste em alcançar os máximos objetivos com o emprego mínimo dos meios”.

Dessa forma, temos a tecnologia como um espaço da razão no seu sentido mais absoluto, que não dá espaço para que os sentimentos extremos e ações irrefletidas se instalem em seu perímetro.

Ele adverte a humanidade à respeito da onipotência da técnica e do homem, que acredita poder dominá-la. Devemos, portanto, entender a técnica como um grau extremamente alto de uso da razão, que é responsável por definir os caminhos do ser humano.

A tecnologia deixa de ser um instrumento servil aos desígnios humanos e passa a ser um contexto em que o homem está submerso.


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