Fim do apartheid e começo de uma nova África do Sul

No apartheid, os negros eram proibidos de usufruírem da mesma educação e não tinham direito de trabalhar nos mesmos cargos que os brancos


Infelizmente o preconceito racial ainda paira sobre a sociedade atual, mas no passado a situação dos negros era bem pior. Desde 1910, mesmo estando em maioria na África do Sul, as pessoas de pele escura não tinham os mesmos direitos que as de cor branca.

Depois da vitória do Partido Nacional, em 1948, a situação só piorou. Os negros eram segmentados a frequentar apenas alguns lugares, ficavam terminantemente proibidos de usufruírem da mesma educação que os de pele clara e não tinham direito de trabalhar nos mesmos cargos que os brancos.

A toda essa recriminação com a população africana de cor escura deu-se o nome de apartheid. Período que durou até 1990.

Fim do apartheid e começo de uma nova África do Sul

Foto: depositphotos

O apartheid e suas limitações à população negra

Sob o comando do Partido Nacional, a África do Sul que era em grande número constituída pela população negra, passou a oferecer direitos apenas aos brancos.

A palavra apartheid significa “separação” e foi desta mesma forma que o país foi governado durante quase meio século. Durante esse tempo, a população era classificada em grupos raciais, eram eles: brancos, bantos ou negros e de cor ou mestiços.

Essa divisão dos povos servia de base para decidir que tipo de educação eles iriam receber, qual trabalho eles iriam colocar em prática e até que lugares do país eles poderiam frequentar.

Era um momento de limitações para a população negra, pois recebiam uma educação inferior, uma vez que teriam empregos inferiores.

Isso sem contar que eram obrigados a viver em zonas determinadas chamadas de bantustões, sem poder ir nas mesmas praias que os brancos e nem utilizar os mesmos meios de transportes. O casamento intra-racial também era proibido.

Efeitos deste modelo político para a África do Sul

Todas essas regras faziam parte da legislação proposta pelo Estado. Essas aplicações, no entanto, eram para os diversos países e organizações internacionais normas repulsivas e, por essa razão, a África do Sul sofreu diversas sanções econômicas e de isolamento.

Assim como os povos de outras nações, alguns brancos do próprio país eram contra as medidas, desta forma, o governo decretou estritas medidas de segurança, onde quem fosse contra o apartheid era considerado extremista comunista e um fora da lei.

Organizações foram montadas no país a fim de derrubar esse modelo preconceituoso que imperava na África do Sul. O Congresso Nacional Africano (CNA) foi uma delas, nomes como Oliver Tambo, Nelson Mandela e o arcebispo da cidade do Cabo, Desmond Tutu, foram alguns dos líderes contra o sistema repressor da época.

Em 1960, uma manifestação contra o governo foi reprimida pela polícia e esse se tornou um dos piores massacres de civis perpetrados no país. O governo prendeu alguns líderes e colocou as organizações negras que antes eram permitidas como ilegais. Esse foi o episódio que deu declínio ao movimento apartheid. 

A presidência de Frederik Willem de Klerk e o fim do apartheid

O governo sul-africano sob o comando de Frederik Willem colocou um ponto final no processo de segregação racial. Em 1990 caiu a proibição sobre o CNA e Nelson Mandela foi solto, após 28 anos de prisão.

Nesse mesmo ano, acabou a segregação racial nos hospitais e uma lei que proibia esse tipo de procedimento em lugares públicos. Já em 1991, o Parlamento da África do Sul procedeu à abolição total das leis que formavam os princípios do apartheid e os negros tiveram, enfim, os seus direitos concedidos.


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