Fossilização 

Entenda o que é a fossilização e confira como o processo acontece. Descubra quais são os tipos e quais os fatores determinantes


Quando falamos em fossilização, estamos nos referindo a um processo natural que dura milhares de anos, tendo como consequência a formação de artefatos fósseis por meio da ação de agentes físicos, biológicos e químicos que evitam a decomposição total de restos orgânicos de seres vivos.

O processo é raro, uma vez que é preciso uma combinação de fatores improváveis para que ocorra. Existem muitas espécies já extintas que foram encontradas na forma de fósseis.

Fóssil

Chamamos de fóssil, do latim fossilis, que significa “tirado da terra”, qualquer vestígio que tenha sido deixado por algum resto de animal que viveu no passado, desde dentes, ossos e até mesmo folhas de árvores antigas e marcas de pegadas que foram preservadas de alguma forma.

Processo de fossilização

O processo está diretamente ligado à sedimentação do solo, de forma que somente é possível encontrar esse tipo de material em rochas sedimentares. Quando um animal morre, seu corpo entra em decomposição devido a ação de bactérias e fungos e, depois desse estágio, seu corpo pode ser transportado e soterrado por camadas de sedimentos que acabam se assentando devido a ação das águas e dos ventos. A camada de sedimento formada em cima acaba se solidificando com o tempo, originando um processo que é conhecido como diagênese.

Fossilização

Foto: Free Images

A diagênese é um processo em que há a compactação e cimentação dos sedimentos para a formação de rochas sedimentares. Isso pode acontecer com os restos dos organismos dentro, de forma que há a fossilização de organismos.

Os fósseis podem ser formados por diversos tipos de fossilização. Confira:

  • Moldagem: trata-se de um tipo de fossilização em que os restos do ser vivo ficam gravados em rochas, mas são completamente degradados.
  • Contramoldagem: há uma lacuna deixada no molde que é preenchida por minerais que se solidificam e constituem uma cópia em rocha do ser vivo original. É um processo que depende da moldagem.
  • Mumificação: há preservação de parte ou de todo o organismo que pode ter sido congelado, desidratado ou solidificado por substâncias impermeáveis. É o tipo mais raro e pode manter, inclusive, órgãos e até mesmo a sua última refeição ilesas.
  • Mineralização: trata-se do tipo de fossilização em que as substâncias orgânicas do corpo são substituídas por minerais que estão presentes no solo ou são trazidos pela água. Nesse processo são fossilizadas as partes mais duras.
  • Impressão: somente é preservado o vestígio que foi deixado pelo organismo, como as pegadas, rastros, tocas ou marcas.

Fatores determinantes

Para que a fossilização seja possível, é preciso que hajam alguns fatores e condições. A cobertura do organismo por parte dessa camada de sedimentos deve ser rápida, de forma que os microrganismos não conseguirão decompor totalmente o corpo. Além disso, é preciso que esses sedimentos da camada superior sejam finos (como o silte e a argila, por exemplo), de forma que seriam menos suscetíveis aos processos erosivos. A temperatura do solo deve ser baixa e a quantidade de oxigênio também, pois assim é mais difícil o desenvolvimento e sobrevivência dos microrganismos decompositores.

Somente os organismos com partes rígidas, como ossos, troncos, dentes, carapaças e conchas podem ser fossilizados, já que são as partes que menos sofrem a decomposição.


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