Gimnospermas

Seu nome deriva do grego gymnos, que significa nu, e sperma, que significa semente e refere-se ao fato de que as sementes não são…


Seu nome deriva do grego gymnos, que significa nu, e sperma, que significa semente e refere-se ao fato de que as sementes não são protegidas por frutos. Pertencentes ao reino Plantae, as gimnospermas compõe uma subdivisão desse reino e preferem climas frios ou temperados para viver. Elas possuem caule, raízes e folhas, além dos estróbilos, que são ramos reprodutivos com folhas modificadas. Essa estrutura pode ser melhor vista em pinheiros, em que são bem desenvolvidas, e são chamadas de cones. As sementes são produzidas originando-se nos estróbilos femininos. Apesar disso, essa subdivisão não possui frutos, de forma que suas sementes são nuas. O grupo das Gimnospermas pode ser dividido em quatro filos, que são as Coniferophytas, mais conhecidas como coníferas, as Cycadophytas, que são as cicas, as Gnetophytas, popularmente conhecidas como gnetóficas, e as Ginkgophytas, que são as gincófitas.

Gimnospermas

Foto: Reprodução

Como se dá a reprodução das gimnospermas?

As gimnospermas possuem os estróbilos masculinos (microsporângios) e os estróbilos femininos, que podem ou não estar presentes na mesma planta.

Os estróbilos masculinos produzem os micrósporos por meio da meiose, passam por divisão mitótica e acabam por originar o pólen, que é o gametófito masculino. Os estróbilos femininos passam pelo mesmo processo, mas produzem os megasporângios, que são resultantes nos megásporos que formam o gametófico feminino, que é o óvulo que contém a oosfera.

A fecundação se dá por meio da polinização, ocasionada em essência devido ao vento que transporta o grão de pólen até o óvulo. Esse possui um tubo polínico que conduz o núcleo espermático até a fecundação da oosfera.

O zigoto é formado após esse processo, e divide-se por meio da mitose. Assim é gerado o embrião que, ao se desenvolver, gera um novo esporófito com uma radícula, um caulículo e gêmulas.

Exemplificando a reprodução

Se ficou complicado, podemos facilitar. Vamos explicar o processo usando o pinheiro-do-paraná, planta em que os sexos são separados, ou seja, o pinheiro que possui estróbilos masculinos não possui os femininos, e vice-versa.

Os grãos de pólen são esporos produzidos pelo estróbilo masculino, e o estróbilo feminino produz o óvulo onde, quando maduro, surge um grande esporo.

Os estróbilos masculinos, quando se abrem, liberam grãos de pólen em grande quantidade e, por meio do vento, se espalham no ambiente podendo chegar até o estróbilo feminino. Quando isso acontece, o grão de pólen forma um tipo de um tubo – tubo polínico – onde é gerado o núcleo espermático – gameta masculino. Esse tubo cresce de forma a alcançar o óvulo onde introduz o núcleo espermático.

Quando dentro do óvulo, o núcleo espermático fecunda a oosfera, que é abrigada pelo grande esporo desenvolvido – gameta feminino. Ao ocorrer a fecundação, é formado o zigoto que se desenvolve e origina um embrião que, à medida que se transforma, faz com que o óvulo transforme-se em uma semente para protegê-lo. Todo o processo pode ser simplificado na imagem abaixo.

Reprodução das gimnospermas

Foto: Reprodução

                                                                                                                                                                 

Para entender melhor, nesse processo, as sementes são conhecidas como pinhões, e o cone feminino, ao serem formadas as sementes, é chamado de pinha. Quando caem ao chão, as pinhas desmontam-se podendo germinar.


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