Guerra da Coréia

A Guerra da Coréia de 1950 é um conflito claro de capitalismo versus socialismo cujo impacto na região ainda repercute. Veja as causas e consequências


Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o maior conflito armado da história, e em meio à Guerra Fria, a Coréia recebia influencia de ambos os regimes socialista e capitalista, o que levou à divisão do país em dois extremos. A ONU (Organização das Nações Unidas) tentou unificar a nação através de eleições em todo o país, contudo esta foi uma tentativa falha, pois no dia nove de setembro de 1948 a parte coreana apoiada pelos soviéticos anuncia sua independência. Tal fato divide o país em dois pelo Paralelo 38º: Coréia do Norte apoiada pelos soviéticos e Coréia do Sul apoiada pelos capitalistas norte-americanos.

Guerra da Coréia

Imagem: Reprodução

Causas da Guerra da Coréia

Com a divisão, a tensão na região da fronteira entre Coréia do Norte e Coréia do Sul fica cada vez mais pesada, pois os governos soviético e norte-americano exigem total controle do território. Essa disputa dá início a um bombardeio de propagandas soviéticas e capitalistas que cruzam os extremos dos países na tentativa de disseminar suas doutrinas. Em 25 de julho de 1950 a Coréia do Sul é invadida e tem sua capital, Seul, tomada pelos norte-coreanos que por sua vez usam como alegação uma suposta transgressão do Paralelo 38º. Seu objetivo principal é unificar o território sob a bandeira comunista.

Resumo do Conflito

Contrários a tal ação, o governo norte-americano, através da ONU, envia tropas militares a fim de expulsar os socialistas do Norte da região Sul da Coréia. A União Soviética por sua vez não interfere diretamente, mas por meio da China que envia suas tropas de apoio para o conflito em defesa dos ideais norte-coreanos. Mesmo sob o risco eminente de provocar uma terceira guerra mundial, socialismo e capitalismo se encontram novamente em guerra.

Os soldados norte-americanos seguem em direção ao litoral oeste dominado pelos soviéticos e chegam à capital Seul sem maiores dificuldades, graças ao seu número superior, cento e quarenta mil norte-americanos contra sessenta mil soviéticos. Seguindo o exemplo dos norte-coreanos, o exército avança pelo Paralelo 38º fazendo o exército soviético recuar quando chegam à capital Pynogyang e deixando seus inimigos enfurecidos. A China, no entanto, ao se sentir ameaçada envia mais de trezentos mil soldados em apoio à Coréia do Norte entrando oficialmente na guerra. A China a exemplo dos americanos fazem o exército opositor recuar e conquista novamente a capital da Coréia do Sul, Seul, em quatro de janeiro de 1951.

Os norte-americanos avançam novamente fazendo com que os soviéticos recuem e mantenham o Paralelo 38º, mantendo as forças num nível estável e estendendo o conflito pelos dois anos seguintes. Em julho de 1953 a China, ameaçada de um ataque nuclear pelos Estados Unidos, desiste e o exército norte-coreano se rende finalizando a guerra.

Pós Guerra

Os muitos conflitos em território coreano provocaram a morte de cerca de quatro milhões de pessoas, em sua maioria civis. A proposta de paz é aceita pela China e assinada em 27 de julho de 1953 declarando oficialmente o fim da guerra. A fronteira que divide Coréia do Sul, capitalista, e Coréia do Norte, comunista, é mantida até hoje e, apesar de sua área desmilitarizada, ainda é vítima de frequentes conflitos.


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