História da Revolução Francesa

A história da Revolução Francesa teve seu grande início com a Queda da Bastilha, uma prisão política tomada em 14 de julho de 1789


O que foi a Revolução Francesa

O Iluminismo e suas ideias tiveram bastante influência no mundo todo (vide a independência dos Estados Unidos, por exemplo) e acabaram tendo sua “participação” em uma das maiores Revoluções da história: a Revolução Francesa. Este é o nome dado para o movimento que promoveu uma série de acontecimentos entre 5 de maio de 1789 e 9 de novembro de 1799, que mudaram totalmente o quadro político e social da França.

História da Revolução Francesa

Imagem: Reprodução

Fatores que levaram à Revolução

  • No ano de 1789, a população da França era a maior do mundo e estava dividida em 3 estados: O 1º estado era o clero (alto e baixo clero), o 2º estado era a nobreza (cortesão, provincial ou de Toga) e o 3º estado era o povo (camponeses, grande burguesia, média burguesia, pequena burguesia, sans-culottes). Diante de sua posição social, o clero e a nobreza possuíam vários privilégios (como por exemplo: não pagarem impostos), isso começou a incomodar o 3º estado, que arcava com as despesas dos primeiros estados sozinho.
  • Influenciados pelos ideais iluministas, o 3º estado começou a se revoltar e lutar pela igualdade de todos perante a lei. Queriam combater o absolutismo monárquico e os privilégios da nobreza e do clero.
  • A economia francesa estava num período de crise: a agricultura estava enfrentando dificuldades como secas e inundações, a indústria têxtil enfrentava concorrência com os tecidos ingleses e o comércio foi prejudicado por tudo isso, gerando fome, miséria, desempregados e marginalização.

A Revolução Francesa

Em 14 de julho de 1789, o povo foi às ruas e o primeiro alvo dos revolucionários foi a Bastilha, desencadeando assim A Queda da Bastilha, que marcou o início do processo revolucionário. Grande parte da nobreza deixava a França, mas a família real foi capturada enquanto tentava fugir do país (foram presos e até o rei Luís XVI e sua esposa foram guilhotinados em 1793). Os bens da Igreja foram confiscados durante a revolução, afetando o clero.

A Assembleia Constituinte cancelou todos os direitos feudais que ainda existiam e promulgou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, este documento trazia alguns avanços sociais, mas ainda não era o suficiente: os franceses dividiram-se em: Girondinos (representando a alta burguesia) e Jacobinos (representando a baixa burguesia).

As ideias contrárias dos Girondinos e Jacobinos levaram os Jacobinos, radicais, a assumirem o poder e organização das guardas nacionais, recebendo ordens de matar qualquer oposicionista do novo governo. Mas em 1795, os Girondinos conseguem assumir o poder e começam a instalar o governo burguês no país, com uma nova constituição aprovada. Após um golpe, Napoleão Bonaparte é colocado no poder, instaurando uma ditadura.

As Consequências

A Revolução Francesa foi um marco importante na história da civilização – não só europeia. Com ela, veio o fim do arcaico sistema absolutista e os privilégios da nobreza. O povo conseguiu conquistar seu espaço, ganhando mais autonomia e seus direitos sociais começaram a ser respeitados. Além disso, a burguesia garantiu seu domínio social, foi a partir da revolução que surgiram as bases de uma sociedade burguesa e capitalista. Por fim, a revolução influenciou tantas outras ao redor do mundo, seu lema (“Liberdade, Igualdade e Fraternidade”) inspirou a independência de alguns países na América Espanhola e até o movimento de Inconfidência Mineira no Brasil.


Reportar erro