História das Cruzadas na Idade Média

Breve resumo sobre as Cruzadas durante a Idade Medieval. Elas não cumpriram o que queriam, mas acabaram mudando as características medievais


Durante os séculos XI e XIII, quando a Palestina estava sob controle dos turcos muçulmanos, expedições (de inspiração cristã) partindo da Europa Ocidental foram enviadas em direção à Terra Santa (Palestina) e à Jerusalém. Essas expedições tinham o propósito de conquistá-las, ocupá-las e mantê-las sobre o domínio cristão.

As cruzadas foram criadas porque a população da Europa era muito religiosa e apegada a superstições. Eles acreditavam que os problemas que estavam ocorrendo eram decorrência da ocupação do túmulo de Jesus Cristo e que a solução era acabar com o poder islâmico sobre aquela região. E, como eram manipulados pela igreja, acreditaram quando a mesma dizia que se lutassem contra a ocupação da Terra Santa, estariam agradando a Deus e garantindo um lugar no paraíso. Outros fatores foram: a explosão demográfica e o interesse nos produtos orientais (especiarias, tecidos, jóias, etc.).

As principais Cruzadas foram

Mapa das Cruzadas

Mapa das Cruzadas. Clique para ver em tamanho maior. | Imagem: Reprodução

A 1ª cruzada (1095 – 1099)

Convocada na França, pelo Papa Urbano II, os guerreiros com o sinal da cruz costurado sobre seus uniformes de batalha, marcharam em direção à Jerusalém e obtiveram sucesso: massacraram os turcos durante o combate e tomaram a cidade, permitindo o acesso dos peregrinos novamente.

A 2ª cruzada (1147 – 1149)

Os islâmicos retomaram a cidade de Edessa (que havia sido tomada pela 1ª cruzada), então, sob o comando de Conrado III da França e Luís VII da França, foi convocada uma 2ª cruzada. Essa não obteve sucesso total, não retomaram Edessa porém conseguiram tomar Lisboa dos muçulmanos, fato fundamental para o desenvolvimento do Reino de Portugal.

A 3ª cruzada (1189 – 1192)

Essa 3ª cruzada foi convocada pelo Papa Gregório VII porque Jerusalém havia sido retomada mais uma vez, pelo sultão Saladino em 1187. Foi uma das mais conhecidas e também foi chamada de Cruzada dos Reis, pois teve a participação de: Ricardo Coração de Leão, da Inglaterra; Frederico Barbarossa, do Sacro Império Romano Germânico; e Filipe Augusto, da França. Não obteve sucesso mas um acordo foi assinado, permitindo a peregrinação dos cristãos para Jerusalém em segurança.

A 4ª cruzada (1202 – 1204)

Diferente das três primeiras, esta realizou-se pelo mar e não se dirigiu à Terra Santa, foi em direção a Constantinopla e conseguiram tomá-la em 1204, saqueando seus tesouros. Teve como consequência a fundação do Império Latino de Constantinopla.

A 5ª cruzada (1217 – 1221)

Chefiada primeiro por André II e depois por João Brienne, essa cruzada ficou conhecida pelo seu total fracasso, pois sequer chegaram a passar do Egito, não suportaram as enchentes do Rio Nilo e tiveram que desistir de seus objetivos.

A 6ª cruzada (1228 – 1229)

Foi liderada pelo imperador Frederico II, que foi excomungado pelo papa, essa cruzada conseguiu por meio de negociações, um tratado que liberava Jerusalém e outros lugares sagrados cristãos para a peregrinação. O tratado foi desfeito pelos turcos em 1244.

A 7ª cruzada (1248 – 1250)

Luís XI comandou esta cruzada, tentando conquistar o Egito. Mais uma vez, os guerreiros foram vencidos pelas enchentes do rio Nilo e Luís XI acabou sendo capturado – posteriormente foi pedido um resgate de 500 mil moedas de ouro.

A 8ª cruzada (1270)

Após ser capturado na 7ª cruzada e ter seu resgate pago, Luís XI comandou mais uma. Mesmo com os turcos desunidos, não obtiveram sucesso pois Luís XI faleceu devido à peste em Túnis. Por causa de sua piedade e martírio, ele foi canonizado e passou a ser conhecido como São Luís.

Observando os objetivos pelos quais as cruzadas foram criadas, concluímos que foram um fracasso – não conquistaram a Terra Santa, muitas vidas foram perdidas, etc. Porém, elas trouxeram muitas mudanças boas para a Europa medieval: dinamizaram o comércio, enfraqueceram o feudalismo e começaram a “preparar o terreno” para o Renascimento.


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