História do Quilombo dos Palmares

O Quilombo dos Palmares, localizado em Alagoas, foi um dos mais importantes da história, e um de seus mais importantes lideres foi Zumbi


Enquanto o Brasil vivia com o regime de escravidão, imposto sobre os negros, esses povos tentaram de várias formas se livrar dessa repressão e do controle imposto pelo homem branco, que se achava superior e os tratava em total desigualdade, como verdadeiros animais. Uma das formas que esses negros encontraram de buscar sua liberdade foi através da criação dos quilombos, também chamados de mocambos. Esses locais funcionaram como comunidades secretas, longe dos olhos dos homens brancos. Os negros fugiam dos locais onde viviam sendo escravizados e passavam a viver nessas comunidades.

História do Quilombo dos Palmares

Zumbi, importante líder da história do Quilombo dos Palmares. | Imagem: Reprodução

Para criar essas comunidades os escravos escolhiam os locais onde o acesso fosse mais complicado, impedindo dessa forma sua captura, na sua maioria eram localizadas estrategicamente próximo a pontos da estradas que colaborassem para que eles conseguissem fazer assaltos que garantissem sua sobrevivência. Tempos depois esses quilombos passariam a abrigar também os indígenas e alguns fugitivos da justiça.

Palmares – Um dos principais quilombos do Brasil

Dentre os vários quilombos existentes pelos interiores do Brasil, o Quilombo do Palmares, que se localizava na Serra da Barriga, região de Alagoas, é tido como um dos mais importantes da história. Ele recebeu esse nome devido ao grande número de palmeiras que existiam na região. Entre as décadas de 1630 e 1650 ocorreu um crescimento desenfreado desse quilombo, que passou a se transformar em um tipo de confederação, abrigando vários quilombos daquela localidade.  Como os senhores de engenho de Pernambuco estavam mais preocupados em lutar contra a invasão holandesa, os negros sentiram uma facilidade maior em fugir, muitos deles indo para Palmares, esse foi um dos motivos que fez com que a população quilombola crescesse tanto.  Por estar prosperando e ficando cada vez mais organizada, essa comunidade começou a chamar a atenção dos escravocratas, fazendo com que muitos governos iniciassem diversas expedições com o intuito de encontrar e acabar com este quilombo, recuperando os escravos fugitivos e destruindo de vez aquela colônia. Porém, nada foi tão fácil para esses militares, que por cerca de oitenta anos foram derrotados pelos quilombolas, que derrotaram aproximadamente trinta expedições.

Zumbi, um novo líder

Não vendo nenhuma forma de vencer a população quilombola de Palmares, já cansado de tanta derrota nas expedições que ocorreram, o governador de Pernambuco, Aires Souza e Castro e o importante líder palmarino, Ganga Zumba, assinaram o chamado “acordo de 1678”  ou “acordo de Recife”, onde o governo pernambucano decretava a liberdade de todos os negros que houvessem nascido em Palmares concedendo a esses negros os terrenos localizados na região norte de Alagoas.

Como é praticamente impossível tomar atitudes que consigam agradar a todos, alguns membros do Quilombo não aceitaram o termo estabelecido por Ganga Zumba, que foi consequentemente envenenado por seus opositores quilombolas que não aceitavam suas ações. Foi a partir deste momento que surgiu na história deste Quilombo um importante nome, que ficaria completamente conhecido, Zumbi, que passou a controlar Palmares e que ao contrário de Ganga Zumba, não aceitava nenhum tipo de negociação com as autoridades e preferia manter conflitos com eles. Essa atitude viria a culminar no fim deste quilombo.

No ano de 1694, o bandeirante paulista Domingos Jorge Velho liderou as forças oficiais que impuseram a desarticulação de Palmares. A princípio, o quilombo foi praticamente destruído, porém, Zumbi e alguns outros negros resistiram e conseguiram fugir, vindo a se organizar e continuar sua luta.

No ano seguinte os bandeirantes conseguiram alcançar Zumbi, o que resultou na sua morte. Ele foi degolado e sua cabeça foi enviada até o Recife para servir de exemplo e símbolo da vitória contra os quilombolas de Palmares.

Zumbi é tido nos dias de hoje como um grande herói da resistência, e no dia 20 de novembro, dia de sua morte, é comemorado o Dia da Consciência Negra.


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