Holografia

Chamamos de hologramas as imagens em três dimensões, como os emblemas de segurança nos cartões de crédito e nas embalagens de CD. A holografia…


Chamamos de hologramas as imagens em três dimensões, como os emblemas de segurança nos cartões de crédito e nas embalagens de CD. A holografia é a técnica usada para fazer hologramas que, como a fotografia, registra em filme a informação relativa a um objeto ou cena.  Esses, no entanto, ao contrário das fotografias, possuem a informação do todo em cada uma de suas partes, de forma que cada pequeno pedaço do holograma tenha informações de todas as imagens do mesmo holograma completo.

Holografia

Foto: Reprodução

Aplicações e história

Criada no ano de 1948 por Dennis Gabor, húngaro que ganhou mais tarde o prêmio Nobel de física, a holografia foi realizada nos anos 1960 por meio da tecnologia do laser, e atualmente é aplicada na física como uma forma mais sofisticada de técnica fotográfica, como análise de materiais ou armazenamento de dados. Na tecnologia da informação, por sua vez, a técnica é usada como uma forma óptica de armazenamento de dados. Além disso, é usada como um display de alto impacto visual na área de comunicação. Recentemente, a holografia tem sido aplicada ainda como uma forma de arte, mas ainda é muito nova para ser aplicada comumente. No Brasil, os pioneiros da holografia foram o Prof. José Lunazzi, Moysés Baumstein e Fernando Catta-Preta. A primeira exposição de hologramas do Brasil foi organizada por Ivan Isola em 1981 e contou com hologramas produzidos em muitos países.

A diferença entre holografia e fotografia

Os mecanismos básicos usados, no entanto, diferem muito da fotografia comum, uma vez que a fotografia comum produz uma representação bidimensional, em que a profundidade da cena termina no plano de impressão. A holografia tem como diferencial a captação da informação em três dimensões incluindo a profundidade.

Fontes de luz

É importante considerar no processo de diferenciação da fotografia e holografia a fonte da luz. A luz visível, como é um tipo de radiação, atravessa o espaço na forma de ondas eletromagnéticas cuja distância entre as sucessivas cristas dessas ondas é denominada comprimento de onda, e a quantidade de cristas que passam por um ponto durante um segundo, chama-se frequência. As frequências de onda mais altas equivalem aos comprimentos de onda mais curtos, pois a velocidade de propagação da luz é constante.

As fontes de luz convencionais como a luz do sol e a iluminação artificial, por exemplo, emitem uma radiação com uma gama ampla de frequências, uma vez que a luz branca tem amplitude que alcança desde as frequências do ultravioleta até o infravermelho. No caso da holografia, com o registro da informação relacionada à profundidade, se faz necessário o uso de fonte de luz monocromática, ou seja, com uma única frequência, que seja coerente, ou seja, que todas as cristas de todas as ondas caminhem em fase.

A demonstração Prática dos efeitos da holografia, idealizada em 1947, apenas foi possível a partir dos anos 1960, quando foi desenvolvida a tecnologia laser que emite raios luminosos coerentes e monocromáticos.


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