Index – Lista dos livros proibidos pela igreja católica

O Index – A história da lista de livros proibidos pela Igreja Católica. Veja também detalhes dos autores censurados por esta ferramenta da Santa Inquisição


História

Durante o século XVI – especificamente no ano de 1559 –, o pontífice Pio V começou uma tentativa de reação contra o protestantismo (movimento que iniciou-se na Europa Central no início do século XV e era contra as doutrinas e práticas do catolicismo romano medieval): a Igreja Católica criou o Index Librorum Prohibitorum ou Índice dos Livros Proibidos, que deveria ficar sob a administração da Santa Inquisição e com o tempo ia sendo “renovada” (mais livros eram adicionados). Esse índice foi atualizado de tempos em tempos até sua trigésima-segunda edição, publicada no ano de 1948. E só foi abolido pela Igreja Católica em 1966, quando o Papa Paulo VI o fez.

O que havia no Índice

Index – Lista dos livros proibidos pela igreja católica

Imagem: Reprodução

Este índice nada mais era do que uma enorme lista com os nomes de livros e autores que apresentavam conteúdo classificado como impróprio para os fiéis, pois iam contra os dogmas da igreja. Em sua última edição, ele continha mais de 4000 títulos de livros censurados e as principais razões apontadas pela igreja para essa censura foram: heresia, deficiência moral, sexualidade explícita, incorreção política, etc.

A maioria das obras presentes no índice eram de cientistas, filósofos, enciclopedistas ou pensadores. Os maiores autores que tiveram seus nomes na lista foram: Galileu Galilei, Nicolau Copérnico, Erasmo de Roterdão, John Locke, Thomas Hobbes, Rousseau, Montesquieu e David Hume. Mas também haviam romancistas e poetas incluídos nessa lista, alguns deles foram Voltaire, Jonathan Swift, Jean-Paul Sartre, Vitor Hugo, etc.

Consequências e Curiosidades sobre o Index

  • O índice vigorou por mais de 400 anos, foi a maior e mais influente lista de livros proibidos da história.
  • Até o século 18, os leitores que ousassem possuir as obras proibidas pelo índice, estavam sujeitos a um julgamento nos Tribunais da Inquisição, acusados de “hereges”.
  • Do século XIV ao século XX, todos os livros só poderiam ser impressos se passassem pela aprovação de um bispo, que lia as obras e julgava imprópria ou não.
  • Durante os primeiros séculos de atuação, o Index e a Inquisição “trabalhavam” juntos, julgando e condenando escritores, por exemplo, acusados de irem contra os dogmas da Igreja Católica.
  • As primeiras edições eram em Latim, o que dificultava e ao mesmo tempo ajudava com as proibições na população. Por um lado, enquanto os analfabetos predominavam, por outro, muita gente desconhecia a leitura, logo, não iriam comprar nenhum dos livros proibidos.
  • Durante muitos anos, até em áreas diversas como Brasil e Polônia  foi muito difícil de encontrar cópias dos livros banidos pela igreja.

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