Jornalismo literário

O jornalismo literário é uma área que abrange uma especialização que trabalha com a arte da literatura. O modelo literário, também conhecido como literatura…


O jornalismo literário é uma área que abrange uma especialização que trabalha com a arte da literatura. O modelo literário, também conhecido como literatura não-ficcional, não ficção criativa, literatura da realidade, jornalismo em profundidade, jornalismo diversional, jornalismo de autor ou reportagem-ensaio, tem sua inserção partindo da preocupação constante em fazer o jornalismo revelar o mundo subjacente ao que encontramos no noticiário, fornecendo mais detalhes e informações relevantes.

Jornalismo literário

Foto: Reprodução

Características do jornalismo literário

O objetivo principal do jornalismo literário é produzir reportagens mais profundas e detalhistas com uma visão mais ampla e postura ética. Marcado por um ponto de vista pessoal e autoral sobre a realidade, podemos afirmar que o jornalismo literário é uma mescla de jornalismo, literatura e história visando sempre a responsabilidade e os princípios morais. Sua forma de expressão são os livros, filmes, artigos de jornais, internet e diversos outros.

Sua liberdade temática atrai cada dia mais jornalistas e leitores, principalmente quando buscam informações não tendenciosas de forma a entender melhor os fatos ocorridos e as razões. O estilo é importante pois denuncia ou torna públicos os acontecimentos contemporâneos, dando fatos detalhados e acontecimentos relevantes sobre o caso.

Contexto histórico

A modalidade de jornalismo literário apareceu na mídia inicialmente no século XIX, na Europa. Durante a década de 60, nos Estados Unidos, destacou-se o jornalismo investigativo de Truman Capote, autor do livro-reportagem “A Sangue Frio”. Na obra, o autor relatou a reconstituição detalhada de um crime que ocorreu nos EUA. A partir disso, os jornalistas decidem sair da redação e inovar, fazendo mais entrevistas, pesquisando em arquivos, levantando dados e usando recursos de narração e ferramentas de ficção para contar os fatos.

A prática tornou-se comum no Brasil exercida pelos jornalistas da Revista Realidade e do Jornal da Tarde. Os autores foram além das aparências e mergulharam nos fatos explorando seu lado autoral. O estilo, ao mesmo tempo, exige a apuração da apresentação de dados minuciosos, além da busca pelo ser humano por trás dos fatos. Uma das pioneiras do estilo jornalístico no Brasil, a revista Realidade foi fundada em 1966 pelo Grupo Abril, primando por reportagens bem produzidas, primorosas e atraentes.

Aceitação do estilo pelo público leitor

O estilo tem sido cada dia mais aceito pela população, como foi demonstrado em um artigo da Intercom (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação), que revelou que o Jornalismo Literário ficou em primeiro lugar. Apesar disso, o estilo, principalmente no Brasil, tem diminuído seu espaço, pois cada dia que passa existem menos repórteres dispostos a investigar apenas um só assunto somente para contar uma boa história.


Reportar erro