Jovens não sentem-se atraídos pelo ensino médio, diz pesquisa

A maioria dos entrevistados ouvidos pela CNT acredita que a grade curricular brasileira precisa ser mudada


Uma pesquisa divulgada na última quarta-feira (19) pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) mostra que mais da metade dos entrevistados avaliam que o ensino médio não é atraente para os jovens. A maioria acredita que a grade curricular deve mudar. Dentre as pessoas que participaram da pesquisa, 61,4% avaliam que o ensino médio não é atraente e não está adequada à realidade dos jovens de hoje. Já outros 33% acreditam que o modelo atual está adequado. A pesquisa aponta ainda que a formação técnica profissionalizante é uma das prioridades para o ensino médio.

Em setembro, o governo publicou a Medida Provisória 746/2016, que reestrutura e flexibiliza o ensino médio no país. Após quase 20 anos de discussões, a proposta de mudança, prevista na medida, vem sendo amplamente debatida entre governo, representantes do setor de educação e estudantes.

Jovens não sentem-se atraídos pelo ensino médio, diz pesquisa

Foto: Fabiana Carvalho/ Reprodução Portal do MEC

Um dos principais pontos do Novo Ensino Médio é a flexibilização do currículo. Serão ofertadas quatro áreas de estudo – linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências sociais e humanas. O modelo trará, ainda, a formação técnica e profissional dentro da carga horária do ensino regular. A intenção é que o ensino médio tenha, ao longo de três anos, metade da carga horária de conteúdo obrigatório definido pela Base Nacional Comum Curricular que ainda está sendo discutida. O restante do tempo deve ser flexibilizado a partir dos interesses do próprio aluno e das especificidades de cada rede de ensino no Brasil.

Segundo a pesquisa, 58% acham que é necessário mudar a grade curricular do ensino médio, enquanto 33% avaliam que não. Ao opinar sobre o que a formação dos jovens deve priorizar, os entrevistados puderam escolher entre quatro opções e a formação técnica/profissionalizante ficou com o maior percentual (32%), seguida da formação em ciência e nas diversas áreas do conhecimento (23,2%), da formação para a cidadania (10,5%) e dos que escolheram todas as opções anteriores (29,9%).

Entre os entrevistados, 56,6% disseram que não estão acompanhando ou não ouviram falar das propostas do governo federal para mudar o ensino médio. Os que estão acompanhando ou já ouviram falar são 43,4%. A pesquisa ouviu 2.002 pessoas em 137 municípios de 25 unidades federativas da cinco regiões do país entre os dias 13 e 16 de outubro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

*Do Portal do MEC
Com adaptações


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