Kamikazes – Conheça a história destes pilotos

Os kamikazes foram usados como trunfo pelo exército japonês durante a Segunda Guerra Mundial. Saiba mais detalhes desta história


Kamikaze é uma expressão japonesa que significa “vento divino” e é usada até hoje para se referir aos pilotos do exército japonês, que eram enviados a missões suicidas onde o caça Zero, da Mitsubishi, era utilizado deliberadamente como um míssil.

São várias as versões de como teria surgido o ataque dos batalhões kamikazes. No entanto, sempre há concordância em falar que foi o Vice-almirante Takijiro Onishi que lutou e incentivou o novo modo de ataque, chamado por ele de kamikaze em referência a um acontecimento de 1281, onde um vento impediu que os navios do conquistador Mongol Kublai Khan invadissem o Japão. Takijiro teve a ideia de conceber esse novo método de ataque após observar a conduta de alguns pilotos. Quando estes estavam muito feridos ou com os aviões extremamente danificados, optavam por sobrevoar as bases inimigas para lançar os caças sobre os americanos. Essa conduta não era considerada suicida, uma vez que não existiam muitas chances de o piloto salvar sua vida.

Kamikazes - Conheça a história destes pilotos

Foto: Reprodução

Quem eram os kamikazes

O Japão convivia com uma baixa grande no exército e para não sacrificar os pilotos veteranos, que poderiam ser usados em outro tipo de ataque, estudantes universitários eram recrutados e incentivados a participar. Eles recebiam geralmente apenas uma semana de aula de voo, onde aprendiam a decolar com uma bomba de 250 quilos, a voar em formação e a abordar e atacar um navio ou uma base terrestre. Não era ensinado a nenhum deles como pousar, pois não seria necessário. Durante esse período os pilotos também eram preparados mentalmente.

Os motivos

Estima-se que mais de 2.500 pilotos tenham se suicidado nos ataques kamikaze, que causaram a morte de quase 15.000 norte-americanos e afundaram e avariaram 276 navios. O maior ataque dos kamikaze aconteceu em Okinawa, onde mais de 300 aeronaves mergulharam ao mesmo tempo sobre uma base dos EUA.  Um dos motivos que faziam os japoneses aderirem a esse tipo de ataque era o sacramentado medo da desonra e do fracasso da missão, além do total desprezo pela ideia de ser capturado pelo inimigo – para eles isso era mais temido que a morte.

Apesar dos inúmeros sacrifícios a vitória do país na Segunda Guerra Mundial não foi possível e poucos meses após a rendição da aliada Alemanha, o Japão também teve que ceder. Na noite da rendição o criador das operações kamikaze, Vice-almirante Takijiro Onishi cometeu suicídio por hara-kiri e deixou um bilhete, onde pedia desculpa a todos os pilotos que morreram, pois o sacrifício deles tinha sido em vão.


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