Luz: partícula ou onda? Tire a dúvida agora

Os estudos desenvolvidos com relação as particularidades e propriedades da luz dividiram opiniões de grandes físicos ao longo dos séculos. A dúvida pairava à…


Os estudos desenvolvidos com relação as particularidades e propriedades da luz dividiram opiniões de grandes físicos ao longo dos séculos. A dúvida pairava à respeito da denominação da luz, se a mesma era considerada uma partícula ou uma onda.

Foram feitos diversos experimentos, que deram início no século XI, com o físico Alhazen. Entretanto, para chegar a uma conclusão foram necessários nove séculos, isto é, apenas em 1900, com Albert Einstein e Max Planck, uma resposta concreta pode explicar os fenômenos da luz, bem como a sua real designação na física.

Luz: partícula ou onda? Tire a dúvida agora

Foto: Pixabay

A luz como uma onda

Durante o século XI e o começo do XVII, os físicos acreditavam que a luz era uma onda eletromagnética. Até apontarem esse conceito como conclusão, os estudiosos avaliaram algumas características de propagação da luz.

O primeiro físico a abordar esse tema foi Alhazen, mesmo sem apontar uma denominação para os raios, ele acreditava que a luminosidade se deslocava em linha reta.

Já em 1630, o filósofo e físico René Descartes propôs, pela primeira vez, a descrição da luz em onda. Seguido por Robert Hooke, o qual explicava a relação que os raios luminosos têm com o espaço, pois eles eram uma vibração que se propagava pelo meio.

Essa afirmação de 1660, serviu de apoio para Christiaan Huygens, ele afirmava que o espaço era preenchido por um éter e que a luz se espalhava em ondas através de distúrbios localizados nessa estrutura.

Huygens: seus estudos e seus influenciados

O matemático e astrônomo Christiaan Huygens argumentou, em 1678, que o espaço tinha como preenchimento partículas sem peso e a isso deu o nome de éter.

Ainda de acordo com o estudioso, quando a luz era emitida nesse ambiente, ela causava distúrbios, se propagando por meio de ondas e em velocidades distintas, independente do tipo de éter.

Mesmo causando pouco impacto no momento da história no qual estava inserido, tendo como principal oponente Isaac Newton – considerado um gigantesco cientista da época-, Huygens influenciou os estudos de Thomas Young, o qual comprovou que a luz se porta como onda.

As diferenças entre a visão destes estudiosos e dos modelos modernos de luz, é que para eles as ondas eram longitudinais, semelhantes as ondas de som.

Mas, na verdade, na ideia moderna tem-se ondas transversas, assim como as da água, não precisando de matéria para se propagarem.

James Clerk Maxwell também foi um cientista influenciado pelos estudos de Huygens. Segundo ele, a velocidade da luz é o que explica sua forma de onda eletromagnética.

Newton e sua visão de luz como partícula

Contrariando os estudos de Huygens, Isaac Newton acreditava que a luz era um facho de partículas ou “corpúsculos”. Para o físico, isso era o que explicava a ideia de que a luz se propagava em linhas retas. Além de justificar a refração. Newton ainda conseguiu demonstrar que a luz “branca” é uma mistura de outras cores.

Porém, o cientista não conseguia explicar como a luz batia em muitas superfícies, onde parte é refletida e outra rebatida.

Afinal, luz é partícula ou onda?

A grande sacada nesse âmbito da física veio através de Albert Einstein e Max Planck, nos anos de 1900. Ambos mostraram que tanto Newton, quanto Huygens estão basicamente corretos, uma vez que a luz pode ser onda e partícula. Isso é conhecido com dualidade da onda, e a radiação eletromagnética que os cientistas utilizam é conhecida como “fótons”.


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