Modernismo – Geração de 1930

O modernismo foi uma fase de ruptura que destruiu antigas estéticas no mundo da arte. A literatura no Brasil passou a ser voltada para…


O modernismo foi uma fase de ruptura que destruiu antigas estéticas no mundo da arte. A literatura no Brasil passou a ser voltada para as raízes nacionais, e a ideologia da época estava direcionada para a análise crítica da relação entre o homem e a sociedade. Também chamada de neorrealista, a fase do modernismo retomou parcialmente as ideias do naturalismo, mas considerando o homem como um ser de conflitos interiores e traços emocionais. Na primeira geração, a de 1922, a literatura desvinculou-se do passado colonizador, e inseriu uma linguagem de inovações formais e estéticas.

Segunda Geração Modernista

A Segunda Geração Modernista, também chamada de Geração de 1930, se consolidou em um período de tensões ideológicas em período de guerras. Acontecia a Segunda Guerra Mundial, e o Estado novo no Brasil – ditadura de Getúlio Vargas 1937-45. Nesta época, ditaduras foram surgindo e grandes transformações aconteceram na política brasileira.

O pessimismo estava presente em toda a sociedade, o que gerou uma inquietação que se refletiu nas expressões literárias. Na Geração de 1930, a literatura passou a ser mais voltada à realidade social brasileira, e sua prosa dividiu-se em três vertentes.

A prosa regionalista inspirou-se no regionalismo nordestino, mostrando problemas sociais decorrentes da crise, além da atividade açucareira e das correntes migratórias, enfatizando o descaso dos políticos.

Os representantes românticos desta fase, cultuavam a prosa urbana. Esta mostrava os conflitos sociais e a relação entre o homem e o meio, e o homem e a sociedade.

Já a prosa intimista representava uma inovação do período. Baseada em teorias freudianas, esta prosa mostrava mais os conflitos íntimos dos personagens, além de seu mundo interior.

Características

Como citado anteriormente, esta fase buscava refletir a realidade social e econômica brasileira. Os romances eram carregados de denúncias e mostravam as relações do “eu” com o restante do mundo. O regionalismo teve grande importância nesta fase, destacando a seca, a migração, os problemas do trabalhador rural e a miséria. Dentre as temáticas trabalhadas, entraram também os romances urbanos e psicológicos. Se comparado à era naturalista, o modernismo, em sua segunda fase, afastou-se do apego ao cientificismo.

Principais autores e obras da época

  • Rachel de Queiroz: “O Quinze e João Miguel”, “Caminho das Pedras”, “As três Marias”, “Dôra, Doralina” e “Memorial Moura”.
  • José Lins do Rego: “Menino de Engenho”, “Doidinho”, “Banguê”, “Usina” e “Fogo Morto”.
  • Graciliano Ramos: “Caetés”, “São Bernardo”, “Angústia”, “Vidas Secas”, “Insônia”, “Infância”, “Memórias do Cárcere” e “Viagem”.
  • Jorge Amado: “Cacau”, “Jubiabá”, “Capitães de Areia”, “Terras do Sem-Fim”, “São Jorge dos Ilhéus”, “Quincas Berro D´água”, “Os pastores da Noite”, “Dona Flor e seus dois maridos”, “Tenda dos Milagres”, “Teresa Batista cansada de guerra”, “Tieta do Agreste”, “Farda, fardão, camisola de dormir” e “A descoberta da América pelos Turcos”
  • Érico Veríssimo: “Clarissa”, “Música ao Longe”, “Um Lugar ao Sol”, “Olhai os Lírios do Campo”, “O resto é silêncio”, “O Tempo e o Vento” e “O Retrato”.

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