As mulheres na história

A função da história, o motivo da ausência das mulheres na história pública e os grandes nomes femininos


A função da história para a humanidade é mostrar e narrar os fatos acontecidos no passado para que possamos compreender a atualidade. Afinal, todas as atuais questões econômicas, políticas e sociais são resultados dos episódios antecessores.

Geralmente, os estudos históricos são feitos apenas em cima de grandes nomes, que se tornam heróis. Porém, é fato que as ações de âmbito público não são resultantes apenas das ações individuais. Para mudanças estruturais, um grupo de pessoas deve articular ideias. Portanto, não são apenas os grandes nomes que propiciaram as grandes mudanças históricas – pessoas com papeis coadjuvantes são tão importantes quanto os nomes conhecidos historicamente para as mudanças estruturais que aconteceram até hoje.

Anita Garibaldi

Anita Garibaldi | Foto: Reprodução

Ausência da mulher na história

Com o surgimento da sociedade patriarcal, que teve início na formação da civilização grega quando a mulher passou a ser considerada frágil e incapaz por conta da gestação e o homem associou a ideia de autoridade devido a sua força física e de poder de mando, embora a mulheres quase sempre continuassem participando da historia, suas ações ficaram restritas ao âmbito doméstico. Somando o fato de que os historiadores eram, em sua maioria, homens, o papel feminino foi extinto dos relatos históricos.

Atuação feminina

Com o começo do capitalismo, que se deu no fim do século XIX e inicio do XX, com a mudança nos modos de produção, as mulheres passaram a fazer parte da divisão do trabalho e contribuir com a economia doméstica. Mudança que alterou a estrutura familiar.

A inserção das mulheres no mercado de trabalho que veio com a revolução industrial permitiu que elas superassem parte de suas opressões. O salário e a mudança da estrutura familiar levaram as mulheres às ruas por busca de salários iguais, direito ao voto e direitos trabalhistas, movimento que ficou conhecido como feminismo, mais especificadamente feminismo sufragista.

O auge do movimento feminista se deu na década de 1960, com as lutas trabalhistas, políticas, econômicas, empresariais e por liberdade sexual.

Atualmente, embora muitas questões foram superadas, as mulheres ainda vivem às sombras do machismo, que é uma construção social e está presente em todas as relações que elas estabelecem – seja no âmbito politico ou no doméstico.

A partir de então, as mulheres foram incluídas nos relatos históricos e muitos movimentos academicistas lutaram para que grandes nomes femininos estivessem nos livros e relatórios de pesquisas.

Grandes mulheres na história

Hastshepsut: primeira Faraó da história;

Cleópatra

Cleópatra | Foto: Reprodução

Cleópatra: Rainha do Egito que mudou o cenário político do império;

Rainha Elizabeth: Rainha que comandou a Inglaterra durante os conflitos europeus e que ficou conhecida por suas medidas políticas radicais, entre elas a luta contra catolicismo;

Catarina, a grande: Rainha que reformou o Império Russo com ideais iluministas;

Joana d’Arc: camponesa que ajudou a França a vencer a Guerra dos Cem Anos;

Rainha Vitória: Rainha que acelerou o processo de industrialização na Inglaterra, pôs fim às politicas escravistas dos impérios britânicos e criou leis para os trabalhadores;

Anita Garibaldi: revolucionária brasileira que lutou ao lado de Giuseppe Garibaldi na Revolução Farroupilha, conhecida também como Guerra dos Farrapos.


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